Os bancários, que concentrados desde a manhã realizaram um salchipão na Praça da Alfândega, no Centro, estão em greve há uma semana e devem realizar uma assembleia no local. Conforme o sindicato, aumentou para 69% a adesão à greve na Capital e região Metropolitana. Nesta quinta-feira, 310 das 450 agências registram paralisação total ou parcial. No Estado, o número chega a 892, o equivalente a 51% do total de 1.747.
A categoria pede aumento salarial de 11,93%, sendo 5% de ganho real, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), fim das metas abusivas e das demissões, mais contratações e investimento em segurança. A Federação Brasileira de Bancos (Fenaban) ofereceu 6,1% de aumento sobre salários e benefícios.
Os funcionários dos Correios deliberaram por permanecer em greve, apesar da decisão de ontem do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de cortar o ponto dos funcionários que aderiram ao movimento iniciado no dia 12. A estimativa da empresa é de adesão de 1.280 dos 8 mil funcionários, o equivalente a 16%. Já o sindicato fala em 60% de paralisação. O movimento prejudica os serviços com hora marcada, que estão temporariamente suspensos.
Os servidores, que pedem reajuste de 47,8%, preveem para os próximos dias o julgamento do dissídio no TST, que pode dar fim à greve. A direção dos Correios ofereceu 8% de aumento salarial.