O grupo caminhou até o prédio da reitoria, onde protestou contra o pedido de reintegração de posse, feito à justiça pela universidade. O coordenador jurídico da Associação dos Servidores da Ufrgs e da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) (Assufrgs), Rafael Berbigier de Bortoli, declarou que a medida foi um ataque ao movimento.
A proposta de reajuste de 15% entre 2013 e 2015, feita pelo governo federal em reunião na segunda-feira em Brasília, vai ser discutida em nova assembleia nesta quinta-feira. O Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), ao qual a Assufrgs é filiada, já rejeitou a oferta e elaborou uma contraproposta, que deve ser apresentada em novo encontro nesta sexta.
A categoria pede reajuste salarial de 22%, com piso de três salários mínimos, ou R$ 1.866 (o valor atual é de R$ 1.304), para os 182 mil técnico-administrativos das universidades e institutos federais do País. Conforme a entidade, servidores das 59 universidades federais e dos 40 institutos tecnológicos aderiram total ou parcialmente à paralisação, que já dura 58 dias.