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Gripes A e B ainda não representam perigo para o Rio Grande do Sul

Tripulantes de navio que atracou em Santos tiveram sintomas da doença

Depois da confirmação de que dez tripulantes do cruzeiro MSC Armonia, que atracou em Santos (SP), apresentaram sintomas da gripe B, o receio que o vírus Influenza (H1N1) – que matou 298 pessoas em 2009 no Rio Grande do Sul – retornasse ao Estado trouxe à tona a discussão sobre a prevenção da doença. Segundo o presidente da Sociedade Gaúcha de Pneumologia e Tisiologia do Rio Grande do Sul, Marcelo Tadday, não há motivo para alarde entre os gaúchos. 

O navio, com 2 mil passageiros a bordo e 700 tripulantes, chegou nesta quinta-feira ao porto de Buenos Aires, depois de passar por Montevidéu. De acordo com o ministro da Saúde da Argentina, Juan Manzur, ainda não há confirmação da gripe – desta forma, é desnecessário pensar em pandemia. Manzur considerou ainda dispensável o uso de máscaras por trabalhadores destes países.

Tadday explicou que a gripe suína pode ser contraída mesmo no verão, não é uma situação comum. “Claro que podem ocorrer casos isolados como os que contraem o vírus em locais fechado e com aglomeração, como um navio. É preciso ficar atento, mas sem maiores preocupações”, disse Tadday.

Chefe da divisão de vigilância epidemiológica da secretaria Estadual de Saúde, Marilina Bercini, relata que os casos de sintomas da gripe B, menos propenso a surto, são pontuais, diferente do que ocorre com a gripe A, que pode ocasionar epidemias, como a ocorrida em 2009 – quando 3.585 mil casos foram confirmados no Rio Grande do Sul. “Mas quem se vacinou ano passado, deve estar imune, já que a vacina tem duração de um ano e foi realizada entre abril em maio de 2011”, argumenta.

Conforme Marilina, a Influenza, dividida em 3 tipos, A, B e C, é uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação é a pneumonia. O vírus é transmitido de pessoa a pessoa principalmente através da tosse ou espirro e secreções respiratórias de pessoas infectadas. “Os principais sintomas são a febre alta de maneira repentina, acima de 38°C, tosse acompanhada de dor de cabeça, nos músculos e articulações, além de dificuldade respiratória”, diz.

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