Geral

"Grito da Terra" complica trânsito em Porto Alegre

Agricultores familiares marcham pelas ruas centrais da Capital

Trabalhadores ligados à Fetag reivindicam mais recursos do Estado para o setor
Trabalhadores ligados à Fetag reivindicam mais recursos do Estado para o setor Foto : Cristiano Soares / Especial / CP
*Com informações do repórter Cristiano Soares

Agricultores ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar no Rio Grande do Sul (Fetag) promovem ato, na manhã desta quarta-feira, em Porto Alegre, chamado o Grito da Terra Brasil. Os trabalhadores rurais se concentraram desde cedo em frente à federação na rua Santo Antônio e, a partir das 8h, partiram em caminhada pelas ruas do Centro da Capital até o Largo Glênio Peres.

O trânsito deve ficar complicado nas vias de acesso ao Centro. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) pede que os motoristas da região Metropolitana usem as avenidas da zona Norte para se dirigir às áreas centrais de Porto Alegre. A caminhada percorreu a avenida Mauá, Farrapos, passou pela rua da Conceição em direção à avenida Voluntários da Pátria e em seguida impediu parcialmente o trânsito pela avenida Mauá. Apenas duas faixas foram liberadas. Com isso, os motoristas têm dificuldades para acessar a cidade pela avenida da Legalidade e Democracia.

A categoria ficará no Largo Glênio Peres até o meio-dia para distribuir panfletos à população explicando os motivos do protesto. Outro grupo apresentará produtos da agricultura familiar comparando os preços pagos aos produtores aos valores desembolsados pelo consumidor.

Por volta das 15h, os agricultores farão caminhada até a rua Duque de Caxias, em frente ao Palácio Piratini. Às 16h, a direção da Fetag participará de audiência com o governador José Ivo Sartori e o secretário de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, Tarcísio Minetto. Em 12 de maio, a Federação entregou pauta de reivindicações ao governador e aguarda posição do Executivo nesta tarde.

O presidente da Federação, Carlos Joel da Silva, informa que o principal pleito é que os recursos do Fundo Estadual de Apoio aos Pequenos Estabelecimentos Rurais não sejam colocados no caixa único do Estado. O Fundo é responsável por diversos programas de apoio à Agricultura Familiar.