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Grupo de moradores faz campanha para mudar nome do bairro Tristeza

Cartazes foram espalhados pela região e encontro convocado para discutir questão no dia 10

Cartazes foram espalhados pela região e encontro convocado para discutir questão no dia 10
Cartazes foram espalhados pela região e encontro convocado para discutir questão no dia 10 Foto : Ricardo Giusti
Quem percorre as ruas da zona Sul de Porto Alegre é agora alertado por cartazes amarelos com escritas em vermelho. Eles estampam a mensagem Muda Tristeza, título escolhido para uma campanha promovida por moradores e simpatizantes do bairro interessados em modificar o nome do local. A discussão já mobilizou pessoas nas redes sociais favoráveis e contrárias à medida. Uma petição também é compartilhada para que os interessados possam assinar.

Os idealizadores do pedido justificam na Internet que o nome do bairro Tristeza é derivado de um antigo morador, o chacareiro José da Silva Guimarães, que acolheu o apelido e, posteriormente, o incorporou ao seu nome. Mais adiante, nomeou também o bairro.

O grupo de moradores acredita que atualmente a denominação não faz mais sentido para representar a região. Além disso, afirma que “remete a um sentimento por vezes incompreendido, sempre há uma piadinha envolvida e nos sentimos no direito de questionar e falar sobre Tristeza”. O debate deve sair da internet no próximo dia 10 de setembro, data anunciada para a discussão da proposta na Praça Comendador Souza Gomes, em frente à igreja. As opiniões ainda divergem, mas a maioria das pessoas se apresenta contrária à mudança no debate feito por trás dos cartazes.

Pelas ruas do bairro, grande parte dos moradores já tomou conhecimento do tema. O engenheiro civil Arthur Mallet, que mora no bairro há 10 anos, apenas deve concordar com a troca se ela valorizar a região. “Tristeza é um bairro nobre, se o nome escolhido ajudar a valorizar a área eu apoio mudar”, afirmou.

Para ele, o bairro Tristeza ganhou esse nome a partir de uma outra história. “Dizem que havia uma mulher que esperava o seu esposo chegar em uma barca do rio. Ela sempre estava muito triste na janela e assim ficou o nome do bairro”, contou. “Mas tem que confirmar isso”, alertou. Por enquanto, cada um conta a sua versão sem saber se a medida vai realmente perseverar e ultrapassar os cartazes amarelos colados nos muros da zona Sul.