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Grupo faz protesto por moradias em frente ao Demhab

Cerca de 100 pessoas reivindicaram ocupação de casas que serão entregues no final do ano

Grupo faz protesto por moradias em frente ao Demhab
Grupo faz protesto por moradias em frente ao Demhab Foto : Carla Ruas
Cerca de 100 pessoas fizeram um protesto nesta segunda-feira em frente à sede do Departamento Municipal de Habitação de Porto Alegre (Demhab), na avenida Princesa Isabel. Eles reivindicavam a ocupação de moradias que serão entregues no final do ano pelo projeto Minha Casa, Minha Vida, que tem financiamento do governo federal.

O grupo ocupou a entrada principal por volta das 10h30min e impediu a passagem de funcionários. A intenção era solicitar uma audiência com o diretor-geral do Demhab, Humberto Goulart. Integrantes da Guarda Municipal fizeram o monitoramento, mas não houve tumulto.

O impasse é em relação à indicação dos novos moradores para um condomínio que será entregue em outubro. De acordo com o conselheiro do Orçamento Participativo do bairro Restinga, André Seixas, no ano passado, antes das inscrições do programa, o diretor do Demhab afirmou que não havia a necessidade de os integrantes dos movimentos sociais se cadastrarem.

“Aguardamos há mais de sete anos que a prefeitura atenda ao nosso projeto que foi aprovado no Orçamento Participativo. Recebemos a informação de que faríamos parte desse primeiro grupo. Agora ficamos sabendo que não temos direito a nada”, afirmou Seixas, que esteve acompanhado de integrantes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, da Associação dos moradores da ex-ocupação Atílio Superti e da ocupação do Unidão, na Restinga. Dalva Gomes, de 59 anos, contou que está há sete anos no cadastro para receber uma casa.

O primeiro loteamento do projeto Minha Casa em Porto Alegre já está em construção na estrada Edgar Pires de Castro. Serão entregues 300 apartamentos. Há duas semanas, a Caixa Econômica Federal solicitou ao Demhab a indicação de 400 nomes para avaliação de cadastro e, depois, a ocupação desses apartamento.

Segundo André Seixas, destes, 250 deveriam ser direcionados às indicações feitas pelos movimentos sociais e por representantes da Vila Unidão, da Restinga. Porém, o Demhab fez um levantamento utilizando apenas as inscrições realizadas no ano passado para o projeto. “Ficamos de fora e agora não querem prestar esclarecimentos”, afirmou o conselheiro.

Segundo o diretor-adjunto do Demhab, Jorge Dusso, o grupo de moradores não podiam fazer as inscrições no programa do governo federal porque estavam incluídos em outras ações da Prefeitura. Ele afirmou que essas famílias deverão ser contempladas com outra proposta do Demhab, também na estrada Edgar Pires de Castro.

“Existe uma ansiedade, mas o grupo precisa aguardar. O projeto Minha Casa é apenas uma das ações que realizamos. Agora, só estamos seguindo e cumprindo as exigências estabelecidas pelo Ministério das Cidades, que coordena o projeto”, afirmou o diretor-adjunto.