• Manifestações ocorrem em todo o Brasil
O prédio histórico foi invadido por manifestantes, que entraram por uma janela lateral, mas eles não conseguiram abrir as pesadas portas de aço fundido que dão acesso ao interior do prédio. Fogueiras foram ateadas nas portas laterais e um carro foi incendiado nos fundos da Assembleia Legislativa.
Praticamente todas as janelas da Alerj foram quebradas a pedradas e as luminárias em frente, em estilo antigo, também foram estilhaçadas. Nas ruas das imediações, principalmente a Rua São José e a Rua da Assembleia, quase todas as vidraças foram quebradas. As agências bancárias da região foram invadidas e os móveis e equipamentos foram arrancados e levados para o meio da rua, onde foram incendiados. Caixas eletrônicos também foram depredados. Ao mesmo tempo, outro grupo colocou fogo em mais um carro nos arredores. O veículo estava no estacionamento localizado no fundo da Alerj.
A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro informou que pelo menos 20 policiais militares ficaram feridos depois que manifestantes começaram a jogar coquetéis molotov na porta do Paço Imperial e da Alerj. Segundo a secretaria, um dos policiais teve o braço quebrado após ser espancado por um grupo de manifestantes e outro foi ferido na cabeça. Ainda de acordo com a secretaria, alguns PMs seguem dentro da Alerj tentando garantir a integridade da construção. No entorno, agências bancárias e lojas tiveram os vidros quebrados.
O Estado-Maior da Polícia Militar continua reunido fazendo o monitoramento da situação no centro do Rio. O comando faz também um planejamento de ações que possam garantir a volta para casa de pessoas que estavam no trabalho ou na região onde houve o conflito. A manifestação começou pacífica na Candelária e seguiu em passeata até a Cinelândia sem registrar conflitos. De lá, um grupo partiu para a região da Assembleia Legislativa.
Manifesto pacífico na Cinelândia
Enquanto isso, um contingente ainda maior de pessoas ocupou a Cinelândia em uma manifestação pacífica. Eles ocuparam as escadarias da Biblioteca Nacional e da Câmara de Vereadores. Ainda assim, alguns manifestantes provocaram os policiais com vaias e palavras de ordens, mas a tropa permaneceu no local, sem revidar aos xingamentos.
Mais a frente, outro grupo rasgou uma bandeira do Brasil e foi duramente criticado pelos manifestantes, que responderam cantando o Hino Nacional. A passeata ganhou durante o percurso o apoio de muitos trabalhadores que ainda estavam em escritórios localizados na via ou esperavam o fim da manifestação para ir para casa. Eles jogaram papel picado em sinal de apoio, e os manifestantes gritavam em agradecimento."Quem apoia acende a luz", gritavam da rua, e as luzes piscavam nos escritórios. Duas grandes faixas na frente da multidão davam o tom do ato: "Não é por centavos, é por direitos" e "Somos a rede social".
Com slogans como “O Rio vai parar, se a cidade não baixar” e “Da Copa eu abro mão, eu quero mais dinheiro para a saúde e a educação”, os estudantes pediram a diminuição do preço da passagem de ônibus, que subiu recentemente de R$ 2,75 para R$ 2,95, e mais investimentos na área social.
Com informações da Agência Estado.