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Grupo ocupa terreno na zona Norte de Porto Alegre

Área fica na avenida na avenida Baltazar de Oliveira Garcia

Área fica na avenida na avenida Baltazar de Oliveira Garcia
Área fica na avenida na avenida Baltazar de Oliveira Garcia Foto : Alina Souza
Famílias vindas de Alvorada e de várias partes de Porto Alegre se instalaram em um terreno na avenida Baltazar de Oliveira Garcia, na zona Norte, na sexta-feira. Na manhã de sábado, o grupo abria espaço no mato para colocar cabanas e demarcar os lotes de 8 por 18 metros quadrados ou 10 por 20 metros quadrados.

Conforme um dos líderes, Paulo Peixoto, de 50 anos, são cerca de 500 pessoas se mudando para o local porque a área estaria abandonada e improdutiva. Os cerca de 4 hectares teriam sido adquiridos por uma empresa, que obteve R$ 150 milhões em financiamento do Banco do Brasil, mas faliu.

Os ocupantes pesquisaram antes de escolher o lugar para invadir. Eles mostram documentos para tentar comprovar que o terreno está abandonado. A ideia é criar uma associação e uma cooperativa para que cada família possa adquirir um lote. “Queremos negociar com a prefeitura”, declarou Peixoto.

A articulação dos invasores foi feita por mensagens de celular. Há 15 famílias na lista de espera para ocupar uma parte da área. A diarista Giane Silva de Jesus, 33 anos, disse que tem uma renda de aproximadamente R$ 1 mil mensais e pagava R$ 700 para morar no bairro Belém Novo. “Não sobrava para a comida”, afirmou ela, que tem nove filhos.

A doméstica Augusta Nazaré Quevedo da Rosa, 53 anos, passou a noite de sexta para sábado em claro, arrumando o lugar em que irá se acomodar com duas filhas e as netas. Capinou alguns metros quadrados e até improvisou uma árvore de Natal. “Esse era o presente que eu esperava. Um lugar para viver”, contou. A mulher morava em outra ocupação no Passo das Pedras e, por conta de desavenças, resolveu sair de lá. O pagamento de aluguel também era difícil para ela. Por isso, escolheu se unir ao grupo.

Muitas famílias do bairro Americana de Alvorada, que perderam o que havia nas suas casas nas enchentes deste ano também foram para o terreno. A Brigada Militar esteve na invasão para negociar e não houve conflito.