Segundo Fernando Schell Pereira, da organização não governamental Princípio Animal, existe uma tendência mundial crescente do mercado de peles devido à consciência das pessoas. “Na Europa está caindo”, citou como exemplo.
De acordo com ele, a empresa foi alvo do protesto nesta sexta por ser a maior exportadora de peles de chinchila da América Latina, abastecendo países como a China. “Ela presta auxílio também aos criadores que desejam entrar neste ramo”, afirmou, acrescentando que a criação dos pequenos animais fica em Viamão.
Para Pereira, o uso de casacos de pele é “imoral e cruel”. Ele calculou que seria necessário o abate entre 30 e 40 chinchilas para fazer um casado que “será vendido de R$ 2 mil a R$ 3 mil”. Lembrou ainda que os direitos dos animais avançaram muito na última década.