Apesar da determinação, Tatieli da Silva Costa e Paulo Afonso da Rosa Correa Júnior, ambos de 27 anos, seguiam internados, mas podendo ser soltos e liberados a qualquer momento. A confusão em frente ao hospital provocou uma intervenção da BM. Amigos das vítimas prometiam permanecer em vigília até que o casal saísse do hospital. Pelo menos 10 pessoas se mobilizaram, cinco na entrada principal e cinco na saída da instituição. A principal indignação do grupo ocorreu quando os advogados dos indiciados receberam a notícia da soltura. Eles teriam comemorado como uma vitória.
Viaturas mantinham a segurança no local, com pelo menos seis policiais. Pouco antes da 1h, uma ambulância com forte escolta policial saiu pelo portão lateral do Hospital Santa Luzia, sob protestos dos presentes. Não foi confirmado, porém, se os dois eram os envolvidos no acidente.
O juiz Ademir Nozari, de Capão da Canoa, foi o responsável pela soltura. Com a decisão, eles responderão em liberdade pela acusação de terem provocado a colisão, na manhã de domingo. A dupla, porém, não pode deixar o Brasil até o processo ser julgado.
No fim da tarde, o juiz havia recebido do Ministério Público (MP) um parecer da promotora Caroline Gianlupi favorável ao pedido formulado pela Polícia Civil de prisão preventiva da modelo que, segundo a investigação, foi a responsável pelo acidente, e do um suplente de vereador, que vinha na carona e é proprietário do Vectra que provocou a colisão. Ele é responsabilizado por coautoria do crime em função de ter entregue o carro a uma pessoa sem carteira de habilitação. Morreram o taxista Ivo Ferrazo, de 63 anos, e a condutora de um automóvel Prisma, Alaíde da Silva Linck, de 28 anos.
O pedido de prisão negado foi protocolado depois do relato de testemunhas que afirmaram ter sido o veículo conduzido por Tatiele da Silva Costa, de 27 anos, o responsável pelo acidente. Conforme o MP, além de não ser habilitada, ela dirigia sob o efeito de álcool.