Em 4 de abril de 1983, o governador Jair Soares mandou fechar a prisão e, desde então, a área de 4,5 mil metros quadrados foi tomada pela vegetação e tem sido alvo constante de vândalos e pichadores. A intenção do prefeito Henrique Tavares é salvar uma parte da história do RS, transformando a área natural e edificada em ambiente de Educação Ambiental, Histórico e Cultural, visando à estruturação de um potente espaço de atração turística e de pesquisas históricas e científicas. A prefeitura foi contemplada com mais 25 anos de uso da ilha - o primeiro convênio, formalizado em 2005, tinha validade de cinco anos.
Segundo o prefeito, é um desperdício desprezar as belezas naturais da ilha, que foi cenário de conflitos históricos. "Guaíba vai lutar para revitalizar a área e transformá-la em atrativo turístico e histórico, com consciência ambiental", diz Tavares. Um dos objetivos é criar um memorial com ênfase para os diversos usos do local, com o menor impacto possível ao ambiente natural. Está prevista a restauração dos prédios e a construção de passarelas e mirantes elevados, para possibilitar a visitação do público com conforto e segurança.
Ao longo das trilhas, além da magnífica paisagem, será possível identificar a maioria das espécies vegetais. Tavares destaca que a água para consumo humano será produzida na ilha com a implantação de uma pequena estação de tratamento, e os resíduos sólidos devem ser transportados para Guaíba e depositados no aterro sanitário municipal.