Geral

Guarda Municipal não fará segurança em postos de saúde da Capital

Secretaria de Segurança Urbana ainda depende de trâmites judiciais para nomeação de novos servidores

De acordo com o secretário municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana, Nereu D'Ávila, a curto prazo, a guarda municipal não poderá se responsabilizar pela segurança dos postos de saúde de Porto Alegre. A proposta foi discutida na quinta-feira em reunião entre representantes da Brigada Militar e da Polícia Civil e entidades da área da saúde. A informação foi divulgada, na manhã desta sexta-feira, em entrevista à Rádio Guaíba.

Nos próximos dias, o Fórum Regional de Segurança deve se reunir com órgãos da prefeitura. O secretário de Segurança, Nereu D'Ávila, antecipou que os 130 guardas municipais já têm demanda suficiente com mais de 30 escolas de Porto Alegre localizadas em bairros com índices elevados de criminalidade.

O secretário ressaltou que o assunto precisa ser discutido, já que, nos últimos cinco anos, os postos de saúde vêm sendo monitorados por empresas privadas de segurança contratadas pela Secretaria Municipal de Saúde. Um dos exemplos, conforme Nereu D'Ávila, é a empresa de segurança Reação, apontada pelo Ministério Público como o estopim para a morte do ex-secretário da Saúde, Eliseu Santos. A Secretaria de Segurança Urbana aguarda a decisão de um recurso na Justiça para conseguir colocar nas ruas 78 guardas municipais aprovados em um concurso público anulado.

A segurança dos postos de saúde de Porto Alegre voltou a ser discutida esta semana quando a médica Cláudia Hilbig foi baleada após assalto no posto de saúde Beco dos Coqueiros, localizado no bairro Passo das Pedras, zona Norte. Na quarta-feira, a Justiça decretou a prisão preventiva de um suspeito de 23 anos de idade. Os agentes da 18ª Delegacia de Polícia fazem buscas aos acusado.