Nas primeiras horas da manhã, os agentes permaneceram mobilizados em frente ao Centro Administrativo Leste, no bairro Parque dos Anjos. Já no final da manhã, seguiram para o Centro e solicitaram audiência com a prefeita. A categoria elaborou um dossiê onde denuncia uma série de irregularidades. Rocha e o colega Jeison Tresoldi Pereira foram obrigados a liberar uma patrola, conduzida por um homem que não portava na carteira de habilitação, e um caminhão com pneus lisos e dívida ativa de IPVA. “A ordem partiu do secretário substituto de Trânsito e Transportes, Juarez da Silva Meyer, sob a alegação de que era uma determinação superior”, recordou Pereira.
A ilegalidade foi alvo de registro de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia de Gravataí. De acordo com Rocha, as liberações “determinadas” não se limitam à patrola e ao caminhão, mas a muitos outros veículos em situação irregular ou envolvidos em infrações diversas de trânsito.
Por ter recorrido à polícia, Rocha foi afastado das funções e, no início da tarde, ao término de audiência com a prefeita, os demais decidiram que não mais desejam fiscalizar o trânsito. “Só desejávamos trabalhar dentro da lei, mas resolveram punir um colega. Decidimos não mais colaborar para o favorecimento de alguns infratores em detrimento de outros”, frisou o guarda municipal Claudio Minozzo.
Os guardas também encaminharam pedido de providências ao Ministério Público e a Seccional Gravataí da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e à Câmara Municipal. O secretário municipal de Trânsito e Transportes, Denis Ribeiro Macedo, afirmou que as denúncias formalizadas pelos servidores serão investigadas. “A marca do nosso governo é a transparência”, assinalou.