Não entendi bem a proposta (do MP)", disse.
"As pessoas estão sendo reconvocadas para prova e a reconvocação já fizemos no ano passado, normalmente. Com isso, as pessoas vão realizar os exames nas mesmas cidades onde foram convocadas, assegurando um direito", justificou o ministro, acrescentando que é preciso dar sustentabilidade ao Enem. "Se há 0,1% de alunos atingidos, eles são reconvocados, reconfirmados, fazem a prova que perderam e os resultados são divulgados no mesmo período, sem qualquer prejuízo. Eu pelo menos não vejo problema", prosseguiu.
Em relação à nova data do Enem para os 2800 alunos que foram prejudicados, 15 de dezembro, ser no meio da semana, o ministro explicou que "foi a melhor data, que os alunos não estarão mais em período letivo e nesta data fica fácil fazer locação das salas nas cidades onde ocorreram problemas". Além disso, prosseguiu, "vários vestibulares são marcados em dia de semana e não há problema".
Para o ministro, os problemas ocorridos não colocam em "xeque" o Enem. "Se dizia isso e o Enem saiu fortalecido. O que o País está discutindo é manter o processo seletivo de vestibular ou não, ou enfrentar o desafio da mudança", disse. "As universidades estão sinalizando é que preferem enfrentar o desafio da mudança do que ficar com um modelo anacrônico e único no mundo, que é o modelo do vestibular, que tanto prejuízo tem causado à qualidade do ensino médio. É isso que está em jogo", acrescentou. O ministro justificou ainda que o "o Enem foi reformatado para enfrentar problemas desta natureza, como erro de impressão".
Haddad disse que não conversou com a presidente eleita, Dilma Rousseff, e nem foi chamado para isso. Indagado se estes novos problemas no Enem poderiam custar sua permanência no governo, respondeu: "Uma pessoa que quer fazer uma mudança como esta, não pode se preocupar com isso porque é um desafio muito grande". E completou: "Se você for ficar preocupado com isso para tomar as decisões que você acha corretas, é melhor não ocupar (o cargo de ministro), ou então ocupá-lo da maneira mais fácil, que é não fazer nada".