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Haddad volta a defender mais de uma edição do Enem por ano

Ministro da Educação disse que gráfica não foi capaz de zelar por segurança do Enem

O ministro da Educação, Fernando Haddad, voltou a defender nesta terça-feira a realização de mais de uma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por ano. Segundo ele, a estratégia estava programada para ser adotada em 2010 e abriria caminho para “menos atropelos” e “mais tranquilidade”. No entanto, segundo o Ministério da Educação (MEC), não houve tempo hábil para realizar duas edições do exame este ano.

“(A aplicação de mais de uma edição do Enem por ano) vai gerar menos angústia e permitir que outras instituições se habilitem a colaborar”, disse o ministro, durante audiência no Senado para prestar esclarecimentos sobre as provas. Sobre a possibilidade de regionalizar as provas, Haddad avaliou que isso dependeria de um banco de itens a ser formado ao longo de anos, e não de meses.

O Enem foi aplicado nos últimos dias 6 e 7 para cerca de 3,3 milhões de alunos. Foram registrados erros no cartão de respostas e no caderno amarelo. As provas chegaram a ser suspensas pela Justiça Federal no Ceará, mas o Tribunal Regional Federal da 5ª Região derrubou a liminar. A nova data de aplicação do Enem será divulgada até o começo da próxima semana.

Ao prestar esclarecimentos sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Senado, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou hoje que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) “pagou um preço muito caro por um crime cometido contra a instituição”.

“Não há que se falar em responsabilização criminal e civil de ninguém do Inep. Todas as hipóteses foram levantadas. O fato concreto é que uma das maiores gráficas do país não foi capaz de zelar pela segurança”, disse. O ministro defendeu a punição de indivíduos envolvidos nos problemas, mas pediu que as instituições ligadas ao certame sejam preservadas.