Três noviços haitianos, que estudam no Convento São Boaventura dos freis capuchinhos de Marau, na região Norte do Estado, estão vivendo momentos de angústia, desde que ficaram sabendo que seu país, principalmente a capital Porto Príncipe, havia sido devastado por um terremoto, nesta terça-feira. Dois deles, Parnel Jeanty, 29 anos, Mário Noel, 25 anos, tem parentes na área atingida pelo terremoto. O terceiro noviço, Philippe Djustin, 27 anos, não tem familiares na parte atingida, mas, apesar disto, está aflito com a situação dos seus compatriotas, que já vivem em situação difícil, devido a pobreza e a violência.
Parnel Jeanty tem uma irmã que reside na capital do Haiti e se mostra angustiado por não conseguir contato mesmo com parentes que moram em outras regiões do país. Ele conta que só sabe o que está saindo na imprensa, pois apesar das constantes tentativas, não conseguiu nenhum ligação nem para telefone celular. Mário Noel tem a mãe, dois irmãos, duas irmãs e os primos morando no centro de Porto Príncipe. Ele também não conseguiu qualquer contato com os familiares. O responsável pelo convento, frei Sérgio Dal Moro disse que tentaram obter informações dos familiares dos seminaristas, inclusive através da igreja capital da República Dominicana, mas sem sucesso.
Os três haitianos chegaram ao Convento São Boaventura em 4 de outubro último para um ano de estudo canônico. Eles estão na fase inicial dos estudos para a formação de frades capuchinhos. Os dois, que tem parentes na área atingida, estão aguardando mais informações, para decidir se viajam ao país ou não.
Haitianos vivem momentos de angústia em convento de Marau
Dois deles têm parentes na região atingida pelo terremoto