A equipe do Hemocentro de Bagé trabalha no limite há pelo menos três meses. A direção espera que a partir de agora, com o fim da temporada de férias, melhore a frequência de doadores de sangue para suprir a demanda e garantir reserva para emergências. Conforme a enfermeira Franciele Souza, o número de doadores regulares está bem abaixo do ideal. A necessidade mensal está na média de 280 transfusões, mas, segundo a enfermeira, deveriam ser efetuadas aproximadamente 350 coletas por mês.
Além das demandas diárias geradas pelos blocos Cirúrgico e Obstétrico, CTIs, Infantil e Adulto, Setor de Hemodiálise, e pelos pacientes que fazem quimioterapia em outras cidades da região, o Hemocentro também atende casos de emergência registrados com pacientes de outros municípios. Franciele apela aos doadores que, passado o período de férias, agora retornem ao Hemocentro e garantam a manutenção de um estoque de segurança, afastando, definitivamente, o risco de um colapso no fornecimento de sangue em eventuais situações emergenciais.
Hoje a maioria das pessoas que chegam ao Hemocentro é de doadores para reposição de estoque, por solicitação de algum familiar ou amigo internado, que necessita de transfusão. “Não chega a 5% do total, o número dos realmente voluntários”, destacou Franciele.
Hemocentro de Bagé segue com problema de falta de doadores
Direção estima que situação melhore com o fim da temporada de férias