O julgamento seria de competência do Tribunal do Júri de Terra de Areia, integrado à comarca de Osório, mas para garantir a imparcialidade do conselho de sentença, o Ministério Público buscou o desaforamento – realização da sessão em outra comarca. Isso porque o crime comoveu a população gaúcha.
O caminhoneiro foi denunciado pelo promotor João Carlos de Azevedo Fraga, de Osório, por homicídio, estupro e atentado violento ao pudor. Porém, quem representará o Ministério Público no plenário será a promotora Dirce Soler. Ela sustentará a denúncia de homicídio duplamente qualificado: recurso que dificultou a defesa da vítima e meio cruel. A sessão será presidida pelo juiz Felipe Keunecke.
A dentista foi espancada, estuprada e morta a golpes de facão. O réu está recolhido na Penitenciária Modulada de Osório. O episódio ocorreu após o meio-dia, próximo do Túnel Arroio Carvalho. Na ocasião Márcia conduzia um Fox e Lima um caminhão. A vítima foi encurralada junto ao “guard rail”. Em seguida, foi dominada e levada a um matagal às margens da estrada, com forte declive, onde foi amarrada a uma árvore e agredida.
As informações são do Ministério Público do RS