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Homem agride funcionário da Carris durante protesto

Agressor estava pilchado e usou uma chaira para ferir trabalhador em Porto Alegre

Homem agride funcionário da Carris que participava de protesto
Homem agride funcionário da Carris que participava de protesto Foto : Wagner Miranda de Figueiredo / Especial / CP
O dia de paralisações em protesto contra o projeto de lei 4330, que regulamenta as terceirizações, registrou na sede da Carris, na zona Leste de Porto Alegre, um ato violento contra manifestantes. Um homem pilchado e armado com uma chaira agrediu um funcionário da empresa que participava da manifestação.

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O agressor, que teria chegado à rua Albion em uma moto, ameaçou um grupo de funcionários da Carris antes de agredir um trabalhador na cabeça. Ele entrou em confronto com cobradores e motoristas e depois foi detido pela Brigada Militar (BM). "Ele chegou nos ameaçando e todo mundo acabou indo para cima dele para tentar desarmá-lo", contou um funcionário da Carris que testemunhou o ataque.

De acordo com o tenente-coronel Souto, a agressão será apurada pela BM e homem assinará um termo circunstanciado. "Apenas quero dizer que a BM está presente na sede da Carris. Estamos garantindo as saídas dos ônibus, mas os motoristas não querem sair. Não iremos forçá-los a fazer isso. Não existe uma situação de bloqueio. Se os condutores quisessem sair, nós iríamos liberar a garagem", disse em entrevista à repórter Bibiana Borba, da Rádio Guaíba.

Assembleia e audiência pública

O delegado sindical da Carris Luís Afonso Martins declarou que uma assembleia irá ocorrer entre trabalhadores da empresa para decidir os rumos da mobilização de hoje. "O destino do movimento passará pelo crivo dos trabalhadores. Estamos conversando com todos para que permaneçam na garagem para evitar represálias", afirmou.

Martins afirmou que a mobilização contra o projeto de lei das terceirizações está sendo vitorioso para os manifestantes da Carris. "São 360 ônibus e 11 estariam nas ruas neste momento. Isso já mostra que o protesto é vitorioso. Pretendemos permanecer parados até a audiência pública das 19h", relatou o delegado sindical.

As fotos desta matéria foram enviadas por um leitor. Quem quiser enviar imagens sobre o dia de paralisações em Porto Alegre pelo WhatsApp do Correio do Povo pode fazê-lo por meio do número (51) 9128-9039.