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Homem que morreu eletrocutado nos trilhos do trem é identificado

Júlio Ricardo Amaral, 29 anos, foi atingido por corrente elétrica com mais de 3 mil volts

Moradores costumam fazer travessia pelos trilhos no local onde homem morreu eletrocutado
Moradores costumam fazer travessia pelos trilhos no local onde homem morreu eletrocutado Foto : Alexandre Mendez
A Brigada Militar identificou o corpo do homem que morreu eletrocutado nos trilhos do trem em Esteio, por volta das 10h30min desta quarta-feira. Júlio Ricardo Amaral, 29 anos, teria pulado o muro próximo à estação com o mesmo nome do município e subido no poste que sustenta a rede elétrica que alimenta os trens. Ao agarrar-se aos fios, morreu atingido por uma corrente elétrica de 3,6 mil volts, de acordo com a Trensurb.

Segundo testemunhas, a vítima foi atingida enquanto recolhia materiais para reciclagem, próximo à Vila Pedreira. Minutos antes de morrer, o homem havia conversado com o vice-presidente da Associação de Moradores da Vila Pedreira, Valdir Vargas Rodrigues, 59 anos. “Ele costumava pular o muro para recolher garrafas e papelões que ficam acumulados nos trilhos do trem”, contou o morador, que tem uma sapataria no local há mais de 11 anos.

De acordo com informações da BM, Amaral sofria de uma espécie de atrofia muscular, que dificultava sua locomoção. O homem teria antecedentes por furto de cabos, ainda segundo a polícia. O incidente não atrapalhou o tráfego de trens.

Moradores costumam fazer travessia pelos trilhos

Apesar de existir uma passarela ligando o Centro da cidade à Vila Pedreira, moradores ignoram o perigo e fazem a travessia pelos trilhos. “Por isso é necessário que se coloquem cercas de arame farpado para impedir a ultrapassagem”, defende o comerciante Antônio Figueiredo, 59 anos. Segundo ele, a situação de imprudência é corriqueira.

Por sua vez, o gerente de Operações da Trensurb, Rubens Pazin, explicou que a possibilidade de colocação de consertinas (cerca de aspiral de aço) vem sendo discutida com a comunidade há mais de dois anos. Mas, para tanto, a legislação exige que o muro tenha no mínimo 1,80m de altura. “Como não é o caso, teremos que aumentar o tamanho do mesmo. E para isso será necessário remover casas do entorno da linha”, esclareceu Pazin, acrescentando que não se trata de uma solução simples, pois envolve ainda problemáticas sociais do entorno.