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Homem tem mais risco de morrer cedo do que mulher, segundo IBGE

Expectativa de vida masculina é de 69,42 anos

A pesquisa Tábuas de Mortalidade divulgada, na manhã desta quarta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a chance dos homens morrerem jovens é mais de quatro vezes maior do que as mulheres, sobretudo por causa da violência. De acordo com o levantamento do instituto, em 1980, os homens tinham duas vezes mais possibilidade de falecer aos 22 anos que as mulheres.

Quase trinta anos depois, esse índice mais que duplicou: a relação entre as chances de falecer antes de completar os 23 anos foi estimada em um óbito feminino para 4,5 mortes masculinas. Segundo comentam os técnicos da pesquisa, "como os óbitos de natureza violenta atingem com mais intensidade a população masculina, a consequência direta é o aumento do diferencial entre as expectativas de vida de homens e mulheres".

Em 2009, a esperança de vida masculina alcançou 69,42 anos – 9,76 anos (9 anos, 9 meses e 4 dias) a mais em relação a 1980. Já para as mulheres, a vida média ao nascer foi de 77,01 anos, ou 11,26 anos (11 anos, 3 meses e 4 dias) a mais em relação a 1980.

A pesquisa revelou também que, entre 1980 e 2009, a esperança de vida aos 60 anos, para ambos os sexos, cresceu de 16,39 anos para 21,27 anos, indicando que em 2009 uma pessoa que completasse 60 anos esperaria viver em média até os 81,27 anos, contra os 76,39 anos de vida média em 1980. Para os homens, este valor passou de 15,17 para 19,55 anos e para as mulheres de 17,63 para 22,83 anos.

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