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Homenagem relembra vítimas da violência no trânsito em Porto Alegre

Fundação Thiago de Moraes Gonzaga realizou ato na manhã deste sábado

Ato que relembra vítimas de acidentes de trânsito ocorreu na manhã deste sábado em Porto Alegre
Ato que relembra vítimas de acidentes de trânsito ocorreu na manhã deste sábado em Porto Alegre Foto : Alina Souza
Uma emocionante homenagem às vítimas da violência no trânsito foi realizada pela Fundação Thiago de Moraes Gonzaga na manhã deste sábado em Porto Alegre. O ato, que contou com o descerramento de mais um memorial com nomes dos jovens que perderam a vida em acidentes de trânsito, ocorreu na Praça da Juventude Thiago Gonzaga, no bairro Medianeira. Houve ainda soltura de balões brancos e apresentação do Coro Vida Urgente, formado por mães e pais das vítimas. 

A ação foi desenvolvida para o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, data instituída pela ONU em 2005. “Na verdade, para nós todos os dias são dias de perdas no trânsito. Recebemos diariamente pais que perderam os filhos”, afirmou Diza Gonzaga, presidente da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga.

A entidade foi criada em 13 de maio de 1996 depois que Diza e Régis Gonzaga perderam o filho Thiago, de 18 anos, em um acidente de trânsito na madrugada de 20 de maio de 1995, na Capital. “A Fundação Thiago de Moraes Gonzaga não nasceu em uma prancheta de marketing, mas em uma madrugada fria em 1995, quando recolhi meu filho no asfalto. Era o que eu dizia: vida urgente”, recordou. “Desse dia iniciamos uma caminhada. Outros pais começaram a nos procurar. Criamos os grupos de apoio e hoje são mais de 700 famílias atendidas de todo o RS e também de outros estados”, destacou. “Temos ajudado muito os pais. A superação é uma palavra que não existe, mas aprender a conviver com a perda”, acrescentou.

Principal causa de morte de jovens

A homenagem, conforme Diza Gonzaga, também tem o objetivo de “chamar a atenção da sociedade para a guerra que acontece nas ruas, avenidas e estradas do país”. Observou que, ao invés de estatísticas, é preciso mostrar “nome e rosto”. Ela recordou que, no mundo, os acidentes de trânsito são a principal causa de jovens. “Essa guerra não condecora e não deixa heróis”, afirmou.

Diza Gonzaga comemorou a chegada dos motoristas de aplicativos. “Eles vieram para salvar vidas. Um jovem que não deixava de sair com o carro para pegar um ônibus e um táxi, hoje deixa o carro por causa do aplicativo”, frisou, constatando o mesmo comportamento por parte dos adultos seja “pela segurança, conforto ou pela questão de beber e dirigir”.

Diza Gonzaga ressaltou ainda que a entidade mantém programas permanentes ao invés de campanhas pontuais, atingindo crianças, jovens e adultos, visando a humanização no trânsito e valorização da vida. “Não é possível que 50 mil pessoas percam a vida no trânsito e outras 300 mil fiquem mutiladas no Brasil”, alertou, defendendo “educação, fiscalização eficiente e punição por que impunidade gera violência”.