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Horário de verão afeta rotina dos gaúchos

Sonolência, alterações de humor e falta de apetite. Saiba como se adaptar às mudanças

Horário de verão afeta rotina dos gaúchos
Horário de verão afeta rotina dos gaúchos Foto : Jairo de Souza/CP Memória
O horário de verão começa à zero hora do próximo domingo, 18 de outubro, e vai até 20 de fevereiro. Com ele, vêm as inúmeras mudanças sentidas diretamente pelo nosso organismo. Para muitas pessoas, o simples ato de adiantar uma hora no relógio é normal, sem traumas; para outros, um grande problema e dificuldade de adaptação. A troca de horário ocorre sempre de sábado para domingo justamente para as pessoas se adaptarem à nova realidade em um dia que a maioria das pessoas está de folga do trabalho. No horário de verão, acabamos dormindo mais tarde e nos sentindo cansados e sonolentos no dia seguinte. Por isso, este período de transição é muito importante, segundo especialistas.

Mônica Marin, psicóloga do Instituto da Família de Porto Alegre (INFAPA), explica que o horário de verão, além de mexer com o sono da população, interfere no funcionamento de todo o corpo. "O tempo de adaptação varia de pessoa para pessoa. Cada um tem o seu tempo", comenta. Mônica destaca que esta mudança de horário e de rotina também interfere no humor, que pode oscilar. "Como ficamos mais tempo com luz, ficamos mais 'ligados', mais ativos, desempenhamos mais atividades e somos mais produtivos", completa.

De acordo com informações publicadas no site da Clínica do Sono, é importante dormir em um ambiente escuro e silencioso, evitar calor ou frio excessivos no quarto, não dormir com fome e fazer refeições leves à noite. Para a pedagoga Anelise Forni, o horário de verão só facilita a vida das pessoas, que ficam mais felizes e dispostas com uma hora a mais de sol todos os dias. "Além disso, há redução no consumo de energia, o que é muito importante.". Em contrapartida, Anelise acrescenta que a qualidade do sono fica prejudicada nos primeiros dias. "Demoro cerca de uma semana para me acostumar. Mas, procuro não ficar pensando na hora de sono que perdi e sim nos benefícios que isso traz a todos."

Denise Rizzo, nutricionista e professora do Curso de Nutrição do Centro Universitário Metodista IPA, diz que a consequência mais comum se refere à possibilidade de as pessoas sentirem fome em horários diferentes dos habituais. "Mas, o inverso também é verdadeiro, ou seja, também é possível que não se sinta fome na hora das refeições", salienta. Segundo a especialista, o organismo pode demorar de três a quatro dias para se adaptar aos novos horários de alimentação.

Para que a adaptação ao novo horário seja mais tranquila, Denise dá algumas dicas que podem ajudar nesta transição:
- Aumente o consumo de líquidos, como água, água de coco, chás, gelatina e sucos naturais. Estes alimentos auxiliam na hidratação e acabam ajudando na reorganização do organismo;
- Faça uma alimentação leve, principalmente à noite, para auxiliar na disposição para a retomada da rotina, evitar cansaço e sonolência;
- Mantenha uma alimentação equilibrada em quantidade e qualidade.
- Consuma frutas e vegetais de forma variada. Eles são fonte de vitaminas, minerais e fibras. Quanto mais colorida for a alimentação melhor;
- Não exclua nenhum nutriente da sua alimentação fazendo dietas radicais e restritivas
- Quem tem a tendência de reter líquidos sofre um pouco neste período devido ao consequente aumento progressivo do calor. Um diurético natural que pode amenizar o problema é a salsa, que atua no organismo ajudando os vasos sanguíneos a eliminar o excesso de líquidos. Pode ser adicionada em sanduíches, sopas e chás.

As atividades físicas também merecem atenção durante o horário de verão. A professora de Educação Física Ariane Amoretti Gaier aconselha que à noite sejam praticados exercícios ao ar livre, como caminhadas leves, alongamento, e yoga, por serem relaxantes e estimularem uma boa noite de sono. Já corridas e musculação não são boas opções, pois podem provocar insônia, já que deixam a pessoa mais ativa e, assim, o metabolismo demora um pouco para voltar ao normal.

Com relação à maior exposição ao sol neste período, o dermatologista Rafael Defferrari recomenda que as pessoas passem protetor solar no mínimo três vezes por dia durante o horário de verão: pela manhã, ao meio-dia e antes de caminhadas no final da tarde (se for o caso). Rafael destaca também que deve-se evitar a exposição entre 11h e 16h e que o fator de proteção solar deve ser igual ou maior que 30. "Estes produtos devem ser usados 20 ou 30 minutos antes da exposição, na sombra, e nunca sob o sol para não reduzir a sua eficácia", destacou. As peles mais oleosas pedem hidratantes e protetores em gel e oil free. "O importante é usar produtos adequados ao tipo de pele de cada um", complementa. "No verão, envelhecemos e manchamos mais a pele", destacou Rafael, que falou também sobre o número de casos de câncer de pele cada vez mais crescentes. O dermatologista comentou ainda que bebês de até seis meses não devem ser expostos aos raios solares nos períodos mais críticos (próximo ao meio-dia) por terem peles muito sensíveis.

O horário de verão vale apenas para os estados do região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ou seja: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Obs.: Informação sobre o término do horário de verão foi corrigida na sexta-feira, 16, às 19h.