A 36ª edição do horário de verão no Brasil termina no próximo domingo. O Ministério de Minas e Energia estima que a redução total da energia consumida nesta jornada de horário de verão seja da ordem de 0,5%, cerca de 226 GWh na Região Sul e 560 Gwh (gigawatts/hora) nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. No Sul, a previsão deve ficar em 4,7% de redução na demanda, representando 575 MW, uma cidade com 1,5 milhão de pessoas.
Nos últimos 10 anos, segundo o Ministério de Minas e Energia, a adoção do horário de verão possibilitou uma redução média de 4,7% na demanda por energia no horário de maior consumo, chamado horário de "pico", que ocorre entre 18 e 21 horas. Essa redução significa que as usinas deixaram de gerar, no horário de pico da carga, cerca de 2.000 MW (megawatts) a cada ano ou 65% da demanda do Rio de Janeiro, ou ainda 85% da demanda de Curitiba.
O horário de verão ficou em vigor nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal por 126 dias, desde o dia 18 de outubro do ano passado.
Economia no Rio Grande do Sul deve manter os índices históricos
Segundo análises da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), no Rio Grande do Sul, a economia deve ser confirmada em 180 MW na ponta do sistema, o que equivale ao consumo de 126 dias do município de Capão da Canoa, que tem uma população de 38 mil habitantes.
Considerando especificamente a área de atuação da CEEE Distribuição, responsável pelo atendimento a 72 municípios, a economia estimada é de cerca de 65 MW, ou o equivalente a dois meses de consumo de energia em Bagé, município que possui uma população de 112 mil habitantes.
“Ainda não temos os valores consolidados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico, mas estamos trabalhando na mesma expectativa da economia obtida no ano passado”, ressalta o Chefe do Centro de Operação do Sistema da CEEE, Luis Carlos Padiello. De acordo com ele, a economia histórica do horário de verão tem se mantido a mesma nos últimos anos. Em termos de comparação, 180 MW, o que foi reduzido na ponta do sistema elétrico do Estado, é a potência da Usina Hidrelétrica do Jacuí, de propriedade da CEEE e que fica no Salto do Jacuí.
Na área de concessão da RGE, deve ser registrada a redução de 0,21% no consumo de energia, e ainda uma diminuição de 2,8% na demanda do horário de pico, durante o horário de verão. Essa economia no consumo de energia elétrica corresponde a 6.691 MW, volume suficiente para atender uma cidade do porte de Caxias do Sul por um período de aproximadamente 2 dias. A economia é possível em razão do melhor aproveitamento da luz natural, já que a defasagem de uma hora torna os dias mais longos.
A redução de consumo de energia na área de concessão da AES Sul durante o horário de verão foi de 0,5%, com economia de 74MW (megawatts).
Horário de verão chega ao fim com projeção de economia de 4,7% na região Sul
No Estado, economia deve se manter na média histórica, segundo a CEEE