No GHC, por exemplo, o estoque de O Negativo estava vazio na segunda-feira pela manhã. Segundo a assistente social do Banco de Sangue, Tatiane Mello da Silva, a instituição quer incentivar o aumento de doações voluntárias. "É preciso sensibilizar as pessoas para este ato, que salva vidas", disse.
Segundo Tatiane, apenas 30% das doações recebidas no banco de sangue são voluntárias. Ela observa que outro problema é que quase um terço das pessoas que doam sangue para parentes ou amigos acabam sendo reprovadas na triagem. Tatiane explicou que o número ideal de doadores é de 80 por dia, mas a média tem sido de 40 por dia. Para ela, a dificuldade em conseguir doações esbarra em três problemas: Muitas pessoas nunca passaram pela situação de necessitar de sangue com urgência; existem ainda tabus como o que doar sangue vicia, causa dor ou que se pode pegar alguma doença; e as restrições de horários para doação.
O industriário Amarildo Pinheiro foi até o banco de sangue doar o material para o seu sogro. Ele, que já foi doador voluntário, pretende voltar a praticar a ação com mais frequência. "Tenho consciência da importância deste ato. Por falta de tempo não venho mais vezes", admitiu.
Para doar sangue, a pessoa precisa ter de 18 a 65 anos, pesar mais de 50 quilos e ter boa saúde. Mulheres podem fazer doação três vezes por ano, e homens, quatro vezes no ano.