O hospital segue antedendo graças a uma liminar da justiça autorizando a prestação de serviços, já que uma decisão do Cremers interditou a unidade. A prefeitura ainda precisa assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) se comprometendo a realizar exigências do Cremers: reforma da Ala Psiquiátrica e da Cardiologia, compra de macas para emergência, credenciamento de médicos e empresas terceirizadas no conselho, além da pintura de pontos do prédio.
Na tarde de terça, o prefeito de São Leopoldo Ary Vanazzi e o vice-presidente administrativo da Fundação Hospital Centenário Alexandre Andara vão participar de audiência para apresentar a proposta de TAC a entidades civis da cidade do Vale do Sinos. O documento já foi aprovado pela administração municipal. Já o Ministério Público prevê para esta terça-feira um contato de representantes do Cremers. Depois disso, pode ser definida a data de assinatura do documento.
Em paralelo, a Polícia Civil segue investigando ameaças recebidas pelo diretor clínico do Centenário, Carlos Arpini. No início do mês ele foi vítima de um ataque. Para a polícia, o incidente foi uma represália motivada pelas denúncias encaminhadas por ele sobre supostas irregularidades no hospital. A Delegacia Fazendária do Deic abriu inquérito para apurar supostas irregularidades na administração de São Leopoldo. No dia 30 de março, agentes do órgão apreenderam documentos no hospital.