Geral

Hospital Centenário de São Leopoldo define novo diretor técnico

Anestesiologista Ivo Engueroff assume cargo essencial para que instituição siga funcionando

Depois de uma tarde de reuniões, a direção do Hospital Centenário em São Leopoldo definiu o médico anestesiologista Ivo Engueroff, servidor da casa há 37 anos, como o novo diretor técnico da instituição. Ele assume a vaga deixada por Breno Milman, que havia entrado no posto há menos de três semanas, mas solicitou desligamento na sexta-feira. Ter o cargo ocupado é indispensável para a instituição seguir operando, de acordo com o Conselho Regional de Medicina (Cremers), que vai ser informado oficialmente ainda nesta segunda da decisão, conforme a assessoria de imprensa do Centenário.

O hospital segue antedendo graças a uma liminar da justiça autorizando a prestação de serviços, já que uma decisão do Cremers interditou a unidade. A prefeitura ainda precisa assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) se comprometendo a realizar exigências do Cremers: reforma da Ala Psiquiátrica e da Cardiologia, compra de macas para emergência, credenciamento de médicos e empresas terceirizadas no conselho, além da pintura de pontos do prédio.

Na tarde de terça, o prefeito de São Leopoldo Ary Vanazzi e o vice-presidente administrativo da Fundação Hospital Centenário Alexandre Andara vão participar de audiência para apresentar a proposta de TAC a entidades civis da cidade do Vale do Sinos. O documento já foi aprovado pela administração municipal. Já o Ministério Público prevê para esta terça-feira um contato de representantes do Cremers. Depois disso, pode ser definida a data de assinatura do documento.

Em paralelo, a Polícia Civil segue investigando ameaças recebidas pelo diretor clínico do Centenário, Carlos Arpini. No início do mês ele foi vítima de um ataque. Para a polícia, o incidente foi uma represália motivada pelas denúncias encaminhadas por ele sobre supostas irregularidades no hospital. A Delegacia Fazendária do Deic abriu inquérito para apurar supostas irregularidades na administração de São Leopoldo. No dia 30 de março, agentes do órgão apreenderam documentos no hospital.


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