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Hospital Centenário de São Leopoldo enfrenta superlotação e falta de funcionários

Parte deles se negou a cumprir horas extras no fim de semana

A emergência do Hospital Centenário, de São Leopoldo, no Vale do Sinos, segue superlotada neste domingo. O problema persiste desde quinta-feira. Segundo funcionários que preferem não se identificar, com medo de represália, neste final de semana, além da superlotação, a quantidade de funcionários trabalhando simultaneamente é menor que a normal. Isso porque alguns servidores estão se negando a trabalhar além do horário nos finais de semana já que ainda não receberam os pagamentos de horas-extras de setembro. Durante a semana, segundo informações dos trabalhadores, as horas extras ainda estão sendo realizadas.

Segundo o secretário de Saúde de São Leopoldo, Júlio Galperim, o atraso é reflexo da crise financeira que atinge o município em todos os setores, fazendo com que o pagamento de todos os salários esteja sofrendo algum tipo de atraso. Segundo o secretário, a emergência do Centenário está fechada somente para casos em que não há risco de morte.

“Os usuários que realmente têm risco de vida estão sendo atendidos. O que está fechada é a emergência para quem vai lá e não tem necessidade de procurar uma emergência. Pela cultura das pessoas, tem muita gente que procura a emergência para fazer uma consulta”, defende o gestor, que estima a reabertura do setor nesta segunda-feira.

Servidores que recebem até R$ 2 mil por mês tiveram o salário pago na última sexta-feira, mas sem os valores das horas-extras. Na terça-feira, 4, os funcionários da Prefeitura que recebem até R$ 4,5 serão os contemplados com pagamento. O calendário segue até o dia 18, quando recebem por último o prefeito, os secretários e os Cargos em Confiança do município, além de quem cumpriu horas-extras em outubro.

Neste domingo pela tarde, eram menos 30 pacientes atendidos na emergência, onde há 20 vagas. O número chegou a ser mais alto na quinta-feira, quando 62 pacientes eram atendidos no mesmo espaço.