De acordo com o Superintendente Executivo do Hospital Moinhos de Vento, Fernando Andreatta Torelly, pelo andamento, as obras deverão ser concluídas no mês que vem. Porém, para iniciar as operações existe a dependência de um contrato que envolverá as três esferas de governo (União, Estado e município). Inclusive, o secretário municipal de Saúde, Carlos Casartelli, estará nesta sexta em Brasília para tratar do custeio do Hospital. “Após este acerto, ele estará de portas abertas”, comemorou o superintendente. Seguindo este cronograma, a previsão é de que até o final do ano, a totalidade das operações estarão funcionando.
Apesar de ser tratado apenas como um hospital, Torelly esclareceu que o projeto é bem mais amplo. A unidade integra o Sistema Regional de Saúde Restinga e Extremo Sul, que prevê o atendimento desde a atenção básica até a especialidade. Assim, o paciente contará na plenitude com o que está previsto no SUS. “Contamos com equipes de estratégia da saúde, que prestam o serviço de atenção básica e da promoção da saúde. Teremos a emergência hospitalar e o centro de especialidades, com o sistema todo interligado”, explicou.
O projeto também prevê a formação de profissionais. Atualmente, há 100 técnicos de enfermagem, moradores da região e formados pelo Moinhos, onde atuam. Eles serão deslocados para o Hospital da Restinga após a inauguração. Além disso, estão em andamento oito turmas de técnicos de enfermagem. A conclusão do Hospital encerra um longo processo de parceria entre governo federal, por meio do Ministério da Saúde, governo do Estado, prefeitura de Porto Alegre e o Hospital Moinhos de Vento. O convênio foi firmado em 2008. Neste projeto, a prefeitura entrou com o terreno e obras de infraestrutura e acesso. Moinhos de Vento será responsável pela construção, que atualmente está avaliada em mais de R$ 100 milhões. O gerenciamento do serviço será feito por convênio entre os três governos.