A camareira Vera Lúcia da Silva, 40 anos, chegou no local às 13h com suspeita de apendicite. Às 16h, ela seguia na porta do hospital, sem ser examinada. “É a primeira vez que venho. Achei demorado”, afirmou. Durante o mesmo período, a dona de casa Ilva Calvi, 60, também esperava por um diagnóstico. “Passei mal. Tive tontura, calafrios e dor na costela”, contou. A idosa costuma frequentar a UBS Intersul em Alvorada, mas como sabia que estava fechada pelo feriado, se dirigiu à instituição. “Eu acho que poderiam abrir na sexta-feira, porque serão muitos dias sem atendimento”, opinou, explicando que as unidades têm atendimento mais ágil.
Com a filha Isabelly Silva, de 1 ano e seis meses, no colo, a dona de casa Bruna Silva, 29, reclamava do tempo para ser chamada. “Já faz mais de uma hora e a guria está chorando. Não sei o que ela tem”, lamentou. Acompanhando a mãe de 85 anos, Josefa Stermach, 67, dizia que o hospital fica lotado quando os postos não estão operando. “Não sei porquê estão fechados. É época de vacinação. Sexta é dia normal e não funciona”, declarou.
O supervisor de operações Valmir Gutierres, 46 anos, disse que chegou com a filha de 13 anos às 14h e, às 16h, ela ainda não havia sido atendida. “A menina está com fala de ar e com o coração acelerado”, explicou.
O Pronto Atendimento Médico (PAM) 8, na rua Roberto de Souza Feijo, 147, no Centro, estará aberto nesta sexta, das 8h às 18h. A prefeitura alegou que as unidades de saúde são destinadas ao atendimento de prevenção e atenção básica. Por isso, não funcionam nos feriados e finais de semana.
Os casos de emergência devem ser encaminhados para o hospital nesses dias. A previsão é de que em 2015, seja inaugurado o a UPA 24 horas para absorver a demanda. O prédio já está em obras e ficará próximo ao Ginásio Municipal. Outra medida é a ampliação dos leitos do Hospital de Alvorada. Deverão ser criados 250 espaços em parceria com o governo federal.