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Hospital de Gramado poderá ter serviços interrompidos

Profissionais de nove áreas foram rescindidos dos contratos, segundo a prefeitura

Mantenedora do Arcanjo São Miguel deve se manifestar nesta sexta-feira
Mantenedora do Arcanjo São Miguel deve se manifestar nesta sexta-feira Foto : Halder Ramos / Especial / CP
O corpo clínico do Hospital Arcanjo São Miguel, de Gramado, foi notificado pela administração da entidade para a rescisão dos contratos. A confirmação é do secretário municipal da Saúde, Jeferson Moschen. Os avisos começaram a ser entregues na última sexta-feira.

Nove especialidades podem ter os serviços interrompidos. Além dos médicos da UTI, foram notificados profissionais de Nefrologia, Obstetrícia, Pediatria, Ginecologia, Anestesia, Plantão, Cirurgia e Ortopedia. O hospital é gerido pela Associação Franciscana de Assistência à Saúde (Cefas), que deve se manifestar sobre o assunto hoje.

Em nota, a prefeitura emitiu parecer contra o cancelamento dos serviços e o possível fechamento do hospital. O temor é que se encerrem as atividades da UTI, construída após ampla campanha comunitária. “Buscaremos uma resolução para o fato e a comunidade não será prejudicada”, garante o vice-prefeito, Luiz Antônio Barbacovi.

Segundo o secretário Moschen, um grupo de trabalho foi criado. “Estávamos dialogando para buscar uma solução, mas a administração acabou notificando os médicos para romper os contratos”, afirma. Conforme ele, a prefeitura repassou R$ 4 milhões para convênios do SUS em 2015, mas a gestão do hospital entende que o repasse deve passar de R$ 350 mil mensais para R$ 700 mil. “Queremos resolver a situação, mas buscamos a abertura das contas para entender a real necessidade do hospital”, diz.

Moschen revela que a casa da saúde trabalha com um déficit de R$ 350 mil mensais, mas explica que R$ 127 mil são utilizados para cobrir o financiamento feito pela mantenedora para aquisição do patrimônio. Segundo ele, o atraso nos repasses estaduais e federais também contribui para a crise.