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Hospital de Porto Alegre faz mutirão de ligaduras tubárias pelo SUS

Mulheres aguardam até um ano pelo procedimento

Hospital de Porto Alegre faz mutirão de ligaduras tubárias pelo SUS
Hospital de Porto Alegre faz mutirão de ligaduras tubárias pelo SUS Foto : Guilherme Testa
Diariamente, cerca de duas ligaduras tubárias são feitas no Hospital Fêmina, em Porto Alegre, via Sistema Único de Saúde (SUS). Mesmo assim, o tempo de espera das mulheres que desejam fazer o procedimento pode variar de seis meses até um ano. Por isso, neste sábado a instituição promove um mutirão cirúrgico. Quinze pacientes que precisariam esperar até março do próximo ano serão atendidas hoje.

“É uma forma de o hospital participar mais da sociedade”, explicou o coordenador do serviço de Ginecologia do Fêmina, Lutero Kochjung, sobre a iniciativa, que, em 2016, ocorreu pela primeira vez. Com o mutirão, é possível diminuir a fila de espera das pacientes encaminhadas pelos postos de saúde. Antes do procedimento, no entanto, elas passam por uma consulta com uma psicóloga e por uma palestra de orientação.

As medidas, explica o cirurgião ginecologista do Hospital Fêmina João Pedro Hoefer, são tomadas para evitar o arrependimento, já que muitas mulheres que afirmam ter desejo de fazer a laqueadura acabam mudando de ideia. Para o mutirão deste sábado, por exemplo, estavam previstas 18 cirurgias, mas três pacientes não compareceram.

Para realizar a cirurgia, o Ministério da Saúde estabeleceu que a mulher deve ter mais de dois filhos e pelo menos 25 anos. No Fêmina, segundo os médicos, em função dos possíveis arrependimentos, aconselha-se que a paciente já tenha em torno dos 30 anos. Antes de se optar pela ligadura, também recomenda-se outros métodos de controle de gravidez, como uso de anticoncepcionais e dispositivo intrauterino (DIU). Sempre há - mesmo no caso de não haver fila -, uma espera mínima de 60 dias.

A ligadura tubária é considerada um método de planejamento familiar e o procedimento não apresenta grande complexidade. Com uma duração entre 30 e 40 minutos, a paciente volta para casa no mesmo dia e, dentro de uma semana, pode voltar a trabalhar. Em 2016, contando com o mutirão de sábado, foram realizadas 475 ligaduras tubárias no Hospital Fêmina.