A possibilidade de uma formatação nova para o HUSM é apontada tanto por docentes, técnico-administrativos em educação (TAEs) e estudantes como o começo de um processo de privatização do hospital, já que permite a cobrança pela prestação dos serviços, subvertendo o principal papel da instituição, que é o de hospital-escola. Além disso, a possibilidade de convênio com instituições privadas, como planos de saúde, pode afetar o próprio atendimento realizado pelo HUSM a pacientes de cidades da região central do Rio Grande do Sul.
Contatado, o reitor da UFSM, professor Felipe Müller, confirmou que o primeiro passo para a adesão foi dado com o envio de um ofício manifestando o desejo da universidade. Müller ressaltou, contudo, que essa posição, e inclusive o envio do ofício, foram aprovados pelo Conselho Universitário (Consun). A assessoria de imprensa da Ebserh registra o recebimento do ofício e reafirmou ser esse o primeiro passo para a adesão.
Hoje, a diretora geral do HUSM, Elaine Verena Resener, viajou a Brasília, conforme a secretaria do hospital, para tratar, entre outros temas, dessa questão. A Ebserh acrescentou que a realização da vistoria em setembro vai permitir a qualificação do hospital a partir de cinco aspectos: perfil assistencial, perfil acadêmico, infraestrutura, recursos humanos e perfil administrativo-financeiro. A partir da avaliação desses cinco quesitos um projeto vai ser elaborado para o HUSM, considerando especificidades locais.
O reitor Felipe Müller garante que, após apresentada essa proposta, vai submetê-la ao Conselho Universitário. “Pretendo assim que tiver uma proposta, passá-la pela apreciação do Conselho. Não existe nenhuma exigência legal quanto a isso, mas é um compromisso moral meu”, afirmou.