A obstetra plantonista examinou a mulher e realizou ecografia, que mostrou que pela posição do feto, em pé, a criança corria risco de morrer asfixiada durante o parto. O diretor explica que a posição comprometia a realização do parto normal, como queria Adelir. Além disso, ele fala que o risco era ainda maior, com chance de sangramento e rompimento do útero, pelo fato de ela estar no prazo limite normal para o parto e já ter sido submetida a outras duas cesarianas.
Mesmo informada da situação, a mulher decidiu não realizar o procedimento conforme recomendado, e assinou um termo para ser liberada do hospital. Em seguida, a equipe médica decidiu comunicar o Ministério Público sobre o ocorrido, a fim de evitar ser responsabilizada pelas possíveis complicações do parto. O promotor Octavio Noronha solicitou os prontuários médicos e ingressou com a medida de proteção judicial.
A juíza Liniane Mog da Silva determinou, então, o retorno da gestante ao hospital. Com apoio da Brigada Militar, Adelir foi conduzida à instituição na madrugada de terça-feira, onde foi reexaminada e submetida à cesariana. Fagundes ressaltou que foram constatados sinais de sofrimento fetal, comprovando a necessidade de indução imediata do parto.
A menina, batizada de Yuja Kali, nasceu saudável, com 3.650 kg e 49 cm. Ela e a mãe devem receber alta nesta quinta-feira.