Foi assinado na manhã desta sexta-feira o contrato para o início da obra de um novo prédio do Hospital Moinhos de Vento com cem novos leitos hospitalares. Ao todo, serão investidos R$ 100 milhões para a nova unidade, que contará com 63 leitos de internação clínica e cirúrgica, 20 leitos de internação de terapia hematológica (como transplante de medula óssea) e 17 leitos de UTI para pacientes de convênios particulares.
A construção deve iniciar nos próximos dias e ser concluída em 18 meses. “O crescimento é uma necessidade do setor de saúde, tanto no âmbito público quanto no privado”, disse o superintendente executivo da instituição, Fernando Andreatta Torelly. De acordo com ele, dos 380 leitos disponíveis atualmente no hospital, há uma média diária de 411 pacientes internados. “Isso faz com que um paciente permaneça na emergência por mais tempo a espera de leito de internação. Conceitualmente, ninguém deve ficar por mais de 12 horas em uma emergência”, explica.
Mesmo que a estrutura seja destinada a usuários de plano de saúde, a expectativa é que abram vagas em hospitais que atendam pelo SUS. “Quando se aumenta aqui no Moinhos essas pessoas deixam de usar outros hospitais onde os leitos são divididos com o SUS”, explicou o secretário estadual de Saúde, João Gabbardo. “A cidade amplia seu atendimento como um todo e fortalece o SUS”, completou o prefeito da Capital, José Fortunati.
Por meio da filantropia, a cota patronal do INSS, utilizada para a construção do Hospital Restinga e Extremo Sul no ano passado, deve aumentar com as novas instalações. Segundo Torelly, anualmente, são previstos R$ 50 milhões, após concluída a obra, serão cerca de R$ 70 milhões destinados ao atendimento público. O próximo projeto é utilizar o recurso para auxiliar no planejamento de Saúde do Estado. “A ideia é aportar recurso, equipe, tecnologia e especialistas para verificar junto se todo o recurso que temos para saúde está sendo aplicado no local adequado.
Trabalhos técnicos serão feitos para realocar recurso e investir o dinheiro onde a população mais precisa”, disse o superintendente. A expectativa é que a parceria inicie ainda neste ano. “É um projeto muito importante a nível de planejamento para o estado para a reestruturação da gestão da secretária de Saúde ao ver áreas que necessitam de ampliação do fornecimento de serviços”, afirmou Gabbardo.
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