A retomada de alguns serviços pelo SUS na instituição acontece após a assinatura do Plano Operativo, realizado entre o Hospital Parque Belém, a SMS, a SES e o Ministério da Saúde (MS). De acordo com o secretário municipal de Saúde (SMS), Carlos Casartelli, o grupo de trabalho, formado pelos entes governamentais, teve como objetivo a busca por uma solução da situação do hospital.
Também está previsto um aumento progressivo no número de leitos disponíveis. “Até o final de novembro, a instituição contará com 242 leitos, ficando 80% para atendimentos do SUS, e 20% dos convênios”, revelou o presidente do Hospital Parque Belém, Luiz Augusto Pereira.
Para viabilizar o plano e cobrir os custos iniciais do hospital, serão disponibilizados R$ 2 milhões por mês, mediante cumprimento das metas quantitativas e qualitativas. O valor é referente à produção, além de incentivos definidos em portarias e resoluções envolvendo as esferas municipal, estadual e federal.
Até o final de setembro, o Hospital Parque Belém também contará com uma linha de cuidado para doentes graves trazidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Para isso, dez leitos serão utilizados por pacientes encaminhados pelo próprio Samu. “O encaminhamento destes pacientes será realizado de forma regulada”, ressaltou Pereira. Segundo o presidente, entre os setores que serão atendidos estão o de cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica e bucomaxilo.
Outra novidade é o trabalho em rede que ocorrerá entre o Hospital Parque Belém e o Hospital Restinga Extremo-Sul. “Já que o Hospital da Restinga atende casos de baixa e média complexidade, uma instituição complementará o atendimento prestado pela outra, pois atendemos casos de alta complexidade”, salientou Pereira.