Por parte da Secretaria Municipal de Saúde, a justificativa é de que não havia demanda suficiente para atendimento no local. Além disso, a pasta sustenta que o atendimento segue inadequado no hospital, mesmo após reformas no setor de oftalmologia, que atende pelo SUS. Machado rebate apontando dados indicando que 192 mil consultas realizadas em dois anos e meio, além de 1,2 mil cirurgias de catarata. As consultas que já haviam sido agendadas serão mantidas, como no caso de cirurgias marcadas para este final de semana. A conta desses procedimentos, no entanto, vai ser paga pelo próprio hospital, que atende também a planos de saúde privados.
No começo de junho desse ano, a Prefeitura renovou o convênio com a instituição, procedimento que corre em separado à ligação ao SUS. Anualmente, a instituição recebe R$ 1,55 milhão do município para custeio de internações hospitalares, o que para Machado é pouco: ele garante que, na maior parte dos meses, o recurso não dá conta da real necessidade da instituição.
Além disso, uma dívida de R$ 5,3 milhões, que para a Associação deve ser paga pelo município – e que a Secretaria de Saúde entende não ser de responsabilidade da Pasta – também segue pendente. O valor se refere a consultas excedentes realizadas pelos servidores do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) após o cancelamento temporário do convênio, há mais de um ano.