O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo Argolo Mendes, afirmou que a redução das vagas de 10 para cinco pode agravar a epidemia do crack e de outras drogas, já que boa parte do atendimento psiquiátrico no Estado está relacionado à dependência química. “O São Pedro tem uma experiência de mais de 30 anos de formação de médicos dessa especialidade”, ressaltou, lembrando que a psiquiatria é uma das especialidades mais procuradas pela população e já existe uma carência em relação à demanda. Ele espera que Lima Veiga converse sobre o problema com o governador Tarso Genro.
De acordo com as entidades, incluindo o Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers), a Associação Médica do RS (Amrigs), a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a Associação de Psiquiatria do RS (APRS), a Associação Brasileira em Defesa dos Usuários de Sistemas de Saúde e a Sociedade de Apoio ao Doente Mental, a diminuição das vagas contraria uma determinação do Ministério da Saúde que prioriza a formação de psiquiatras. Além disso, afirmaram ao procurador-geral, que após a Reforma Psiquiátrica, foram fechados mais de 30% dos leitos no Estado e quase 70% em Porto Alegre.
O presidente da APRS, Carlos Alberto Iglesias Salgado, advertiu que a formação de especialistas é crucial e que o São Pedro é um dos principais centros para o treinamento. “Não entendemos a razão de cortar a formação aqui, não é por critério técnico”, complementou o presidente da ABP, Geraldo Antônio da Silva. As entidades aguardam uma agenda com o governador para tratar do assunto.