Segundo Acatauassú, apesar de o complexo hospitalar ter sido reformado há menos de um ano, as redes elétrica e hidráulica precisam ser modernizadas. Ele também admitiu que as obras de revitalização do hospital não tinham autorização do Corpo de Bombeiros. Em nota, a corporação informou que está analisando, junto com a secretaria estadual de Saúde, a possibilidade de rever os procedimentos e requisitos para aprovar reformas e construções de novos prédios em hospitais do Rio de Janeiro.
Um dia após o incêndio que destruiu o almoxarifado e suspendeu atendimentos importantes, como ambulatorial e cirúrgico, peritos da Polícia Civil e agentes do Corpo de Bombeiros fizeram uma vistoria no local, para apurar as causas do incêndio e se a estrutura do prédio foi comprometida. Na manhã desta quinta-feira, foi retomado o atendimento nos setores de quimioterapia e radioterapia. Já a hemodiálise está sendo feita em duas clínicas especializadas na região que são conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS).
Nem todos os setores do hospital estão funcionando. O setor ambulatorial volta a atender nesta sexta-feira, e o cirúrgico tem previsão de retorno só na próxima semana devido à falta de material que foi destruído pelas chamas. Pessoas que tinham consultas marcadas para esta quinta tiveram seus atendimentos remanejados para a semana que vem.
Uma pessoa morreu no incêndio. O corpo de Edenir Costa Pereira, 65 anos, foi enterrado às 14h30 desta quinta-feira no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na zona oeste carioca. Ela morreu intoxiada pelas chamas. Quinze pacientes que estavam no local quando o fogo começou foram transferidos para hospitais da região. Quatro deles são recém-nascidos.