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Houve excesso policial em ação de PMs na Capital, diz Ouvidoria

Ataque a mascote da Copa no Centro terminou em conflito entre policiais e manifestantes

Ataque a mascote da Copa no Centro terminou em conflito entre policiais e manifestantes
Ataque a mascote da Copa no Centro terminou em conflito entre policiais e manifestantes Foto : André Ávila
A ouvidora da Segurança Pública do Rio Grande do Sul Patrícia Couto concluiu que houve violação dos direitos humanos por parte dos policiais militares no protesto ocorrido no Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre, no último dia 4. “Há muita verossimilhança que identifica o uso excessivo da força. Quando o Estado e seus agentes extrapolam o uso excessivo da força, ocorre a violação de direitos humanos, com certeza”, disse. Para chegar à conclusão, ela ouviu presencialmente 29 manifestantes que alegaram ter sido agredidos pelos PMs, analisou imagens e recebeu dezenas de e-mails com denúncias de violência policial.

Na ocasião, manifestantes protestavam contra a cedência de espaços públicos a multinacionais. Alguns atacaram o boneco símbolo da Copa do Mundo, murchando o tatu inflável de sete metros de altura instalado no local. A Brigada Militar revidou com gás de efeito moral, balas de borracha, gás lacrimogênio, além de cassetetes. Diversas pessoas ficaram feridas. O Ato em Defesa da Alegria (ADA) foi organizado via internet por um grupo que tinha a intenção de protestar contra o cercamento do Auditório Araújo Vianna, no Parque da Redenção, e contra as parcerias público-privadas (PPPs) firmadas pela Prefeitura de Porto Alegre, incluindo a que permitiu instalar chafarizes no Largo Glênio Peres.

O relatório produzido pela Ouvidoria da Secretaria de Segurança Pública já está na mesa do governador Tarso Genro. Nesta quarta-feira, o documento foi encaminhado à Polícia Civil, ao Comitê Estadual Contra a Tortura, ao Ministério Público Estadual e a outros órgãos de defesa dos direitos humanos. O Inquérito Policial Militar aberto pela Brigada Militar ainda não foi concluído.

Com informações do repórter Jimmy Azevedo

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