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HPS atende pacientes graves fora da UTI, adverte sindicato

Vistoria do Simers encontrou emergência superlotada na noite desta quarta-feira

Pacientes de UTI estão na sala de politraumatizados
Pacientes de UTI estão na sala de politraumatizados Foto : Amália Ceola / Divulgação Simers / CP
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) flagrou as UTIs do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre superlotadas, na noite desta quarta-feira. Devido à insuficiência de leitos, seis pacientes estavam sendo atendidos na emergência. O sindicato denunciou a manutenção de pacientes graves e de pós-operatório na área de politraumatizados.

A vice-presidente do Simers, Maria Rita de Assis Brasil, constatou que havia um paciente com AVC (Acidente Vascular Cerebral) internado há 72 horas; outro com HIV; um terceiro com AVC hemorrágico; um quarto que sofreu uma queda e um sexto de pós-operatório sendo mantidos na sala de politraumatizados, local onde chegam acidentados ou outros casos para primeiro atendimento.

De acordo com o Simers, um dos pacientes tem plano de saúde, mas até o fim da vistoria, não havia sido transferido. A entidade frisou que o problema se agravou com o fechamento da UTI cardioclínia devido à contaminação pela bacteria Acinetobacter, na semana passada.

O Sindicato pretende procurar a direção do HPS, nesta quinta-feira, para tratar do problema e cobrar mudança no procedimento. Segundo Maria Rita, além das condições inadequadas para pacientes que inspiram cuidados, há risco de contaminação no contato com pacientes que ainda recebem os primeiros tratamentos.

“Mais um problema: os seis enfermos precisam ser mantidos em ventilação, ocupando estrutura da emergência. “Se houver demanda externa para esse tipo de recurso fundamental para suporte à vida, o que a equipe médica vai fazer?", questionou Maria Rita. Ela ainda alertou que o fato não é novo no hospital, que vai servir como principal unidade de atendimento de urgência e emergência na Copa de 2014.

Maria Rita defendeu a urgente ampliação de leitos em outras instituições ou reabertura de hospitais, como o Independência (da Ulbra), que era especializado em trauma, para dar conta da demanda. Hoje o HPS tem quatro leitos para queimados, oito em pediatria e trauma infantil, 12 de trauma adulto, três de cardiologia e cinco de clínica.