A ideia da mobilização também é de incentivar as pessoas a se tornarem doadoras. Para a coordenadora do serviço de captação externa do Hemocentro, Maria de Lurdes Peck, as ações são fundamentais para ampliar a conscientização da população. Ela lembrou que a falta de informação faz com que muitas pessoas deixem de ser doadoras. “Fazemos um trabalho mobilização há duas décadas e ainda há muitas dúvidas, por isso essas ações são importantes para esses esclarecimentos e a formação de futuros doadores”, afirmou ela.
Segundo a assistente social do HPS, Jane Maria Diogo, o evento também marca os 67 anos do Hospital e serve para ampliar a relação com a comunidade e os trabalhadores da instituição. Funcionária terceirizada do Pronto Socorro, Sandra Flores, 36 anos, aproveitou a iniciativa para participar de doação pela primeira vez. Ela lembrou que sempre teve vontade, mas não tinha o peso necessário. “Agora que atendi aos pré-requisitos, quis participar. É um ato de solidariedade e de ajuda ao próximo”, afirmou ela.
Morador do bairro Bom Fim, Leonardo Nunes, 40, também aproveitou a mobilização. Doador há mais de 20 anos, ele destacou que é fundamental a participação e o envolvimento da sociedade. “A carência de sangue nos estoques é constante. A doação é um ato de cidadania que deveria ser seguido por todos”, afirmou ele.
Para ser doador é necessário estar bem de saúde, ter idade entre 18 e 65 anos e apresentar documento de identificação. Além disso, deve ter dormido no mínimo seis horas na noite anterior, não ter ingerido bebidas alcoólicas 12 horas antes da doação e ter peso superior a 50 quilos. Grávidas ou mulheres que estão amamentando não podem doar sangue.