Conforme o coordenador, Nilton Serra, a corrida é uma forma de sensibilizar os governantes e também uma prática de lazer familiar. “Muitos trazem os filhos, os netos, os sobrinhos, só para verem-no correr. Quando isso acontece, eles ficam numa faceirice só”, revelou. Para Nilton, mais ações que privilegiem os idosos deveriam ser desenvolvidas pelos órgãos públicos. “Ter uma velhice com mais dignidade, respeito, autonomia, independência e uma boa qualidade de vida é um direito de todos, disse”.
Vários são os fatores de risco para a osteoporose e o sedentarismo é um dele. As pessoas de pela clara são a mais acometidas por este mal e o Sul do País tem a predominância da população com esta característica. Contudo, há também o tabagismo, o consumo de bebida alcoólica regular e o câncer de próstata como fatores de risco.
Segundo o maratonista Norberto Sazonate, 64 anos, a atividade é um compromisso que ele tem todos os anos, por isso, nunca perdeu nenhuma das três edições. “Faz 30 anos que corro e se não o fizer, o corpo reclama”, destacou. A hidratação também é um fator importante apontado por ele. “Um domingo como hoje, que a temperatura está alta e há poucas nuvens no céu, o desgaste é muito grande. Por isso, é preciso ter muito cuidado, beber muita água, para não prejudicar a saúde.”
Os maratonistas percorreram 5 quilômetros entre a ida e a volta. Os primeiros colocados, acima de 60 anos, ganharam troféus como prêmio. Todos os participantes receberam camisetas e folders informativos sobre a prevenção de doenças como osteoporose, câncer de proposta e mama. O evento foi uma promoção do Instituto de Geriatria e Gerontologia da Pucrs e teve o apoio da Associação Gaúcha de Atletismo (Agas) e o Serviço de Medicina por Imagem (Sidi), entre outros.