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Idosos teriam morrido em hospital do Rio por causa de apagão

Familiares acreditam que as mortes podem ter sido causadas pela falta de energia elétrica

Parentes de dois pacientes que estavam internados no hospital Carlos Chagas, na zona norte do Rio de Janeiro, e acabaram morrendo durante o apagão na noite desta terça-feira, acreditam que as mortes podem ter sido provocadas pela falta de energia elétrica. Segundo os familiares, os idosos podem ter tido complicações por causa de uma pane no gerador de luz.

Vínícius Rocha, neto de um dos pacientes, afirmou ao R7 que o gerador de energia do hospital falhou. “Meu avô estava no balão de oxigênio e até acho que ele pode ter morrido por causas naturais, mas todo mundo aqui quer saber como funcionaram os aparelhos ligados aos outros dois idosos, já que faltou luz e o gerador não funcionou”, disse.

A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio confirma que o gerador do hospital apresentou problemas e não funcionou durante as primeiras horas de blecaute. No entanto, alega que as mortes aconteceram exclusivamente por causa de complicações no quadro de saúde dos pacientes.

Segundo o órgão, Elza Maria de Jesus, de 77 anos, foi internada dia 25 de setembro e morreu às 23h25min desta terça-feira por causa de acidente vascular encefálico, hepatite C, cirrose hepática, broncopneumonia e congestão pulmonar. Já Antônio José Rocha, de 84 anos, deu entrada às 20h24min da noite passada e morreu às 23h do mesmo dia de insuficiência respiratória aguda, broncopneumonia e congestão pulmonar.

O hospital também registrou a morte de Ene Barreto da Silva, de 73 anos. Ela foi internada no hospital às 19h30min e morreu três horas depois com insuficiência respiratória aguda, choque cardiogênico e edema agudo de pulmão.

Em nota divulgada à imprensa nesta quarta, a secretaria justifica ainda que "os pacientes estavam com quadro de saúde bastante agravado, em função da gravidade de suas patologias associada à sua idade”.

Nenhum dos três pacientes que faleceram estavam no Centro de Terapia Intensiva (CTI), informou a secretaria, e apenas dois respiravam com a ajuda de aparelhos, que dependem apenas de oxigênio e ar comprimido para funcionar. O apagão não chegou a provocar interrupção no atendimento dos hospitais de emergência da rede estadual, disse o órgão. Em algumas unidades, como Adão Pereira Nunes, Pedro II e Rocha Faria, foram até realizadas cirurgias de emergências.

Na rede municipal, apenas o hospital Salgado Filho suspendeu as cirurgias marcadas para hoje por causa da da falta de água. As operações estão sendo remarcadas. As outras unidades funcionam sem problemas.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse, nesta madrugada, em Brasília, que o Rio de Janeiro foi o estado mais atingido pelo apagão. Cerca de 18 estados foram atingidos pela falta de energia, disse o ministério.

As informações são do R7.