A sexta-feira foi de trabalho intenso em Imbé e em Cidreira, no litoral gaúcho. As duas cidades optaram por não decretar situação de emergência, apesar do temporal de quinta-feira ter causado diversos estragos. Em praticamente todas as ruas e avenidas de Imbé telhados foram reparados e árvores e galhos removidos da via pública. Placas publicitárias e postes também foram arrancados pela fúria do vento e, em alguns casos, lançados a metros de distância. “Por sorte não tivemos vítimas fatais”, comemorou o secretário de Segurança Pública, Pedro Manoel dos Santos Ferreira.
Nem os quiosques da beira-mar escaparam ilesos da tempestade que atingiu o município pouco depois das 13h da quinta-feira. O Hotel Samburá e o restaurante Quiosque 007, que ficaram na rota do tornado, tiveram os vidros quebrados e parte das telhas arrancadas.
Os maiores problemas foram verificados nas avenidas Tramandaí, Beira Mar e Rio Grande e na rua Campo Bom. O bar Tia Nega foi totalmente destruído, assim como parte da parede lateral do Shopping Stop Center. “Estamos convivendo hoje com o dia seguinte de uma quinta-feira dramática para Imbé e demais municípios da vizinhança”, salientou o prefeito Darcy Luciano Dias, destacando que até o muro da prefeitura foi arrastado pela ventania. Ele ainda lembrou que um quiosque pertencente à administração municipal tombou em cima de dois automóveis.
A Coordenadoria Municipal da Defesa Civil da cidade contabilizou mais de 500 famílias afetadas pelos estragos. “A Secretaria de Obras está auxiliando os atingidos com a distribuição de telhas e lonas, além de materiais de construção. Mas estamos apreensivos com o risco de um novo tornado neste sábado”, assinalou. O prefeito afirmou que aguarda ajuda do governo do Estado para reconstruir casas. “Temos muitas residências de veranistas atingidas e precisamos que essas pessoas se dirijam à cidade para contabilizar os prejuízos e providenciar no reparo das moradias”, afirmou.
Em Cidreira, o prefeito Beto Pires afirmou que o pior já passou e que é necessário agregar esforços, com apoio da Defesa Civil do Estado, para recuperar a cidade. Ele lembrou que o destelhamento da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ildo Meneghetti, na Zona A, deixou pelo menos 30 pessoas feridas, mas sem gravidade.
Pires afirmou ainda que, no mesmo bairro, cerca de 30 moradias sofreram avarias. “Passamos por um momento difícil e só espero que situação semelhante não se repita nos próximos dias”, observou. O prefeito pretende enviar, ainda na segunda-feira, a relação de todas as perdas à governadora Yeda Crusius.
Imbé e Cidreira, no litoral, contabilizam estragos
Prefeitos aguardam ajuda da Defesa Civil do Estado para recuperar cidades. Veja fotos