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Iminência de grande enchente deixa Defesa Civil em alerta no Vale do Sinos

Cheia do Rio dos Sinos deve ter ápice na noite de domingo

Iminência de grande enchente deixa Defesa Civil em alerta no Vale do Sinos
Iminência de grande enchente deixa Defesa Civil em alerta no Vale do Sinos Foto : Vinícius Roratto
O risco iminente de enchente, que pode ser a maior em mais de três décadas, segundo a MetSul Meteorologia, deixa em estado de alerta as coordenadorias da Defesa Civil dos municípios do Vale do Sinos. Na noite deste sexta-feira, o Rio dos Sinos já atingia 7,32 metros de nível, 8 centímetros menos que a marca atingida em maio de 2008, quando o rio teve a maior cheia desde 1965. Em todo o Rio Grande Sul, a Defesa Civil já registra mais de 100 mil afetados pelas chuvas.

• Veja fotos dos estragos desta sexta-feira
• Veja fotos dos alagamentos da quinta-feira


Uma nova medição do nível do Rio dos Sinos está programada para as 8h deste sábado, na régua de Campo Bom. “Estamos cuidando a subida. Já preparamos o ginásio da Escola 25 de julho, que poderá servir de abrigo provisório”, explicou a secretária de Meio Ambiente da prefeitura local, Gisela de Souza. Segundo ela, já há alagamento no bairro Barrinha e em alguns pontos do bairro Vila Rica.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de São Leopoldo, Silomar Gomes, o plano de ação para a enchente foi definido em uma reunião ainda na quinta-feira. “Vivemos uma situação real de cheia”, disse ele. “Montamos uma força-tarefa englobando todas as secretarias da prefeitura. Haverá pessoas de plantão e barcos para o trabalho.”

Conforme a MetSul, o município de Canoas deve ser atingido pelas cheias no início da próxima semana, devido ao ponto geográfico onde a cidade se localiza. “Aqui a água demora para subir, mas também demora para descer”, explicou o coordenador da Defesa Civil de Canoas, Mauro Guedes. “Pode levar dez dias até que o Rio dos Sinos baixe e se normalize”, acrescentou.

Segundo ele, a Prainha de Paquetá, onde 300 pessoas de 59 famílias foram afetadas, é o local mais atingido do município. “Hoje ninguém quis deixar as suas casas, mas estamos monitorando constantemente”, contou. “Na segunda-feira, visitaremos novamente o local, com médicos e pessoal da Vigilância Sanitária. As famílias que precisarem sair de caa receberão apoio, como rancho e material de limpeza.”

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