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Impasse continua e dissídio dos Correios será julgado na terça

Categoria não concorda com descontos do dias parados

Não houve acordo entre a Federação Federação Nacional dos Trabalhadores em empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT) e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) na audiência realizada na tarde desta sexta-feira no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Com isso, o presidente do tribunal, ministro João Oreste Dalazen, decidiu levar o dissídio a julgamento, na próxima terça-feira, às 16h. O relator sorteado é o ministro Maurício Godinho Delgado. O julgamento será feito em sessão extraordinária pela Seção de Dissídios Coletivos (SDC) do TST, composta de nove ministros.

Após 24 dias de greve, a categoria queria compensação total dos dias parados e aumento real dos salários. A nova proposta do TST foi de reajuste de 6,87%, abono imediato de R$ 800 e aumento linear de R$ 60 a partir de janeiro/2012. Além disso, a devolução dos dias já descontados, a serem pagos em 12 parcelas a partir de janeiro de 2012, e compensação dos demais.

A ECT chegou a propor desconto de 12 dias e compensação dos outros 12, e a audiência chegou a ser suspensa por 20 minutos para discussão da proposta. Na reabertura dos trabalhos, a federação dos trabalhadores disse que a categoria não concordava com o desconto dos dias, já que desde 1997 há compensação. No entanto, a jurisprudência do TST só não admite desconto em greves por atraso de salários. Nos demais casos há desconto.

Segundo a ECT, 140 milhões de objetos aguardam entrega, o que demandariaquatro ou cinco dias de trabalho. Ontem, Dalazen, determinou à FENTECT que mantenha em atividade o contingente mínimo de 40% dos empregados de cada unidade operacional da empresa durante o movimento grevista, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

A única alternativa de o dissídio não ir ao julgamento é se a maioria das assembleias dos 35 sindicatos aprovarem a proposta apresenta pelo presidente do TST.


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