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Impasse sobre plano de saúde protela negociação sobre dissídio dos rodoviários

Dissídio da categoria precisa ser negociado até o início de fevereiro

Impasse sobre plano de saúde protela negociação sobre dissídio dos rodoviários
Impasse sobre plano de saúde protela negociação sobre dissídio dos rodoviários Foto : André Avila / CP Memória
Terrminou cancelada a reunião de negociação salarial, agendada para a tarde desta terça-feira, entre empresas e motoristas e cobradores de ônibus, sobre o dissídio da categoria, em Porto Alegre. O impasse está em torno da questão do plano de saúde. O Sindicato das Empresas de ônibus de Porto Alegre (Seopa) esclarece que o comunicado sobre a rescisão do contrato do plano de saúde foi emitido pelo Centro Clínico Gaúcho, atual operador, e enviado diretamente ao Sindicato dos Rodoviários e ao Seopa. No documento, o Centro Clínico Gaúcho informa a necessidade de um reajuste de 31% no valor pago pelo plano e, em caso de impossibilidade de revisão dos valores, o contrato deverá ser suspenso em 60 dias a contar da data da entrega da correspondência. Dessa forma, às empresas de ônibus cabe apenas uma contribuição através de subsídio para o plano, o que o Seopa se dispõe a manter acrescentando a correção pela inflação.

Conforme o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Adair da Silva, amanhã representantes dos trabalhadores e do plano de saúde se reúnem a fim de negociar uma proposta. Somente após essa etapa é que uma nova rodada de negociação vai poder ser agendada entre rodoviários e o sindicato patronal.

Os trabalhadores insistem em reajuste salarial de 15% e aumento no valor do vale refeição. Já os empresários oferecem 8%. O dissídio da categoria precisa ser negociado até o início de fevereiro.