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Imunizados contra gripe devem esperar 30 dias para doar sangue

Em Porto Alegre, apenas 50% da população se vacinou

Imunizados devem aguardar 30 dias para doar sangue
Imunizados devem aguardar 30 dias para doar sangue Foto : Vinicius Roratto
Em meio à Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, a Secretaria estadual de Saúde (SES) alerta que depois da imunização é aconselhado aguardar um prazo de 30 dias para realizar a doação de sangue.

Assim, a direção do Hemocentro do Estado, em Porto Alegre, recomenda que antes de tomar a vacina, a pessoa faça a doação de sangue. Um dos fatores para este cuidado, explica o enfermeiro Gerson Basso, da área de Captação de Doadores, do Hemocentro, é que a vacina pode alterar o resultado de exames de sangue, que são realizados após a coleta.

Imunizados em Porto Alegre é pouco maior de 50%

A três dias do final da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe o percentual de imunizados é pouco maior de 50% em Porto Alegre. O fraco desempenho tem deixado as autoridades na saúde em alerta. Para evitar que o mesmo cenário do ano passado se repita, com óbitos e elevado número de pacientes graves, os governos fazem um apelo para que aqueles que integram os grupos de risco busquem com urgência os postos de saúde e garantam a sua imunização.

Segundo o responsável pela Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde, José Carlos Sangiovanni, uma das justificativas para a baixa procura é a questão cultural. Ele lembrou que no ano passado a população passou a buscar os postos de saúde apenas quando a circulação do vírus aumentou. “Em uma ação organizada conseguimos antecipar a realização da campanha de vacinação. Isso para permitir que a população esteja efetivamente imunizada quando a circulação do vírus aumentar, o que demora em média cerca de duas semanas”, explicou.

Outra vitória foi a ampliação do número de doses para os pacientes que têm doenças crônicas. Neste caso, já foram imunizados - só em Porto Alegre - 600 mil pessoas neste perfil. Esse foi o caso, por exemplo, de Liliane Delani, de 52 anos, e da filha Luisa, de 7 anos, que por terem doenças crônicas, comprovadas por laudo médico, foram vacinadas na manhã de ontem no Posto de Saúde da Vila dos Comerciários. Enquanto nos postos de saúde a procura é considerada fraca, nas clínicas privadas, há lista de espera para garantir a dose.

Apesar de haver doses disponíveis, o coordenador destacou que não há nenhum indicativo de que a vacinação será aberta para outros grupos populacionais. Ele explicou que a ideia é garantir a imunização de um maior número de pessoas. Os considerados de risco foram definidos de acordo com a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. Podem se vacinar gratuitamente nos postos de saúde os idosos, as crianças com idade entre seis meses e dois anos, gestantes e mães com filhos nascidos a até 45 dias, pacientes crônicos, profissionais da saúde, indígenas e a população carcerária.

Sangiovanni destacou que com a imunização desses grupos, a tendência é de que a circulação do vírus seja menor. “A vacina é a ferramenta mais eficaz contra a gripe. É cientificamente comprovada e segura. É consenso universal da sua eficácia”, reforçou. Segundo dados da DataSus, foram imunizados 1.1 milhão de pessoas no Rio Grande do Sul, sendo que isso representa pouco mais do que 50% do total. Apenas em Porto Alegre, foram 158 mil. O resultado também é a média do total previsto.

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