O detalhamento, solicitado pelo Ministério do Planejamento, foi enviado a Brasília apenas nesta segunda-feira. Conforme o coordenador do Mercado, Antônio Lorenzi, o relatório deve viabilizar a liberação de R$ 9,5 milhões a fundo perdido do PAC Cidades Históricas e garantir maior transparência orçamentária. “Num primeiro momento tínhamos orçado a recomposição do telhado, mas o governo solicitou quanto vai ser gasto em telhas, madeira, metal. Enfim, exigiu um detalhamento para analisar a adequação do uso dos recursos”, ressaltou.
Não está descartado que a União solicite orçamentos diferentes, mas está autorizada a contratação emergencial das empresas, que realizaram a restauração do Mercado nos anos 90. Estão previstos R$ 6,5 milhões para restaurar a parte de alvenaria atingida pelo fogo e R$ 2,5 milhões para a reconstrução da estrutura metálica.
A terceira fase de reforma vai envolver os reparos gerais de toda instalação elétrica, sanitária e hidráulica. A rede elétrica atual é provisória e o custo empregado deve ser descontado dos R$ 19 milhões garantidos pela União. A previsão da Prefeitura é concluir os reparos em oito meses.
Restaurantes podem reabrir em novembro
Os sete restaurantes que foram completamente destruídos pelo incêndio do Mercado Público poderão reabrir ainda em novembro, caso o projeto dos permissionários seja aprovado pela Vigilância Sanitária e pelas Secretarias Municipais da Indústria e Comércio (Smic) e da Cultura. A ideia é utilizar o espaço de eventos no lado voltado para a Praça Parobé. Com isso, a Feira do Material Escolar pode não ser realizada no local, no próximo ano.
O esboço do projeto foi entregue à coordenação do Mercado nesta segunda-feira. O objetivo é construir sete cozinhas em módulos individuais com estrutura de água e esgoto encanados de acordo com as exigências da Vigilância Sanitária. “Se isso for possível tecnicamente, com segurança e higiene, a curto prazo, eles poderão ter os negócios reabertos”, destacou o coordenador do Mercado Público, Antônio Lorenzi.