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Início da restauração do Mercado Público fica para outubro

Projeto apresentado por permissionários pode viabilizar reabertura de resturantes ainda em 2013

Lojas do segundo andar do Mercado seguem interditadas aguardando restauração
Lojas do segundo andar do Mercado seguem interditadas aguardando restauração Foto : Vinicius Roratto/CP Memória
Em função de um pedido do governo federal para que as empresas Arquium e Metasa – que serão as responsáveis pela reforma do Mercado Público – detalhem melhor os orçamentos apresentados, as obras só devem começar em outubro. O início da restauração era previsto para a metade de setembro.

O detalhamento, solicitado pelo Ministério do Planejamento, foi enviado a Brasília apenas nesta segunda-feira. Conforme o coordenador do Mercado, Antônio Lorenzi, o relatório deve viabilizar a liberação de R$ 9,5 milhões a fundo perdido do PAC Cidades Históricas e garantir maior transparência orçamentária. “Num primeiro momento tínhamos orçado a recomposição do telhado, mas o governo solicitou quanto vai ser gasto em telhas, madeira, metal. Enfim, exigiu um detalhamento para analisar a adequação do uso dos recursos”, ressaltou.

Não está descartado que a União solicite orçamentos diferentes, mas está autorizada a contratação emergencial das empresas, que realizaram a restauração do Mercado nos anos 90. Estão previstos R$ 6,5 milhões para restaurar a parte de alvenaria atingida pelo fogo e R$ 2,5 milhões para a reconstrução da estrutura metálica.

A terceira fase de reforma vai envolver os reparos gerais de toda instalação elétrica, sanitária e hidráulica. A rede elétrica atual é provisória e o custo empregado deve ser descontado dos R$ 19 milhões garantidos pela União. A previsão da Prefeitura é concluir os reparos em oito meses.

Restaurantes podem reabrir em novembro

Os sete restaurantes que foram completamente destruídos pelo incêndio do Mercado Público poderão reabrir ainda em novembro, caso o projeto dos permissionários seja aprovado pela Vigilância Sanitária e pelas Secretarias Municipais da Indústria e Comércio (Smic) e da Cultura. A ideia é utilizar o espaço de eventos no lado voltado para a Praça Parobé. Com isso, a Feira do Material Escolar pode não ser realizada no local, no próximo ano.

O esboço do projeto foi entregue à coordenação do Mercado nesta segunda-feira. O objetivo é construir sete cozinhas em módulos individuais com estrutura de água e esgoto encanados de acordo com as exigências da Vigilância Sanitária. “Se isso for possível tecnicamente, com segurança e higiene, a curto prazo, eles poderão ter os negócios reabertos”, destacou o coordenador do Mercado Público, Antônio Lorenzi.

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