Às 14h, familiares se reunirão na rotatória da avenida Severo Dullius, junto ao Aeroporto Salgado Filho, de onde partiu a voo JJ3054. Eles enfeitarão o local com flores e fitas, além de realizarem orações. Membros da Afavitam plantaram, em maio de 2008, um ano após o acidente, 199 árvores ao longo da avenida em homenagem às vítimas. Às 15h, haverá manifestação no terminal e às 18h30mnin, uma missa ocorrerá na Catedral Metropolitana.
Na capital paulista, o Memorial 17 de Julho será inaugurado às 18h45min. Localizado em frente à cabeceira da pista do terminal, o espaço fica no local onde um prédio foi atingido pela aeronave. Antes, a Associação dos Familiares e Amigos do Voo TAM JJ3054 (Afavitam) participará de uma missa, às 17h30min. As famílias pedem que as pessoas compareçam à inauguração com camisetas brancas e levando flores da mesma cor para homenagear as vítimas. Às 18h51min, horário exato do acidente e da primeira explosão da aeronave, será feito um minuto de silêncio.
Punição aos culpados
A Afavitam cobra a condenação máxima aos responsáveis pelo acidente, a fim de evitar que outras tragédias semelhantes ocorram. Também é reivindicada a capacitação no setor de aviação. Os três réus denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF), solicitam absolvição sumária no processo, que está parado. A então diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, e os ex-diretores da companhia Alberto Fajerman e Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro respondem por "atentado contra a segurança no transporte aéreo e ainda não foram ouvidos pela justiça.
Eles são acusados de negligência e imprudência na operação dos voos da TAM e do Aeroporto de Congonhas, que não apresentava boas condições na ocasião do ocorrido. O procurador da República Rodrigo de Grandis, responsável pela denúncia há cerca de um ano, acredita que seja improvável a absolvição, mas diz que o julgamento ainda deve demorar cerca de dois anos, conforme o andamento do processo.
A pena para os réus pode variar entre um a três anos, se o juiz entender que o crime foi culposo (sem intenção). Levando em conta agravantes como o número de mortos, pode aumentar em até quatro vezes.
Um mês após o acidente, familiares fizeram orações em homenagem às vítimas / Foto: Mauricio Lima / AFP / CP
O acidente
Na noite de 17 de julho de 2007, o Airbus que saiu da capital gaúcha em direção a São Paulo não conseguiu frear na pista do aeroporto de Congonhas, molhada pela chuva, e colidiu contra um prédio da TAM. A aeronave e o edifício pegaram fogo, matando 199 pessoas. No avião estavam 187 e nas proximidades do terminal, 12.
O acidente foi o auge da crise aérea no País, e acabou com a substituição do então ministro da Defesa, Waldir Pires, por Nelson Jobim. Entre as medidas adotadas posteriormente para melhorar as condições no setor, houve diminuição no número de voos em Congonhas e a transferência de alguns para o Aeroporto de Guarulhos.