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Inauguração de memorial marca cinco anos de tragédia

Atos em Porto Alegre e SP vão homenagear 199 mortos em desastre aéreo

Parentes fizeram um minuto de silêncio em frente ao balcão da companhia após um mês da tragédia
Parentes fizeram um minuto de silêncio em frente ao balcão da companhia após um mês da tragédia Foto : Mauricio Lima / AFP / CP
Familiares das 199 vítimas do acidente com o Airbus 320 da TAM, no Aeroporto do Congonhas, em São Paulo, realizam atos nesta terça-feira e inauguram memorial para marcar os cinco anos da tragédia. Em Porto Alegre, haverá uma cerimônia para lembrar a data, já que grande parte dos mortos era gaúcha.

Às 14h, familiares se reunirão na rotatória da avenida Severo Dullius, junto ao Aeroporto Salgado Filho, de onde partiu a voo JJ3054. Eles enfeitarão o local com flores e fitas, além de realizarem orações. Membros da Afavitam plantaram, em maio de 2008, um ano após o acidente, 199 árvores ao longo da avenida em homenagem às vítimas. Às 15h, haverá manifestação no terminal e às 18h30mnin, uma missa ocorrerá na Catedral Metropolitana.

Na capital paulista, o Memorial 17 de Julho será inaugurado às 18h45min. Localizado em frente à cabeceira da pista do terminal, o espaço fica no local onde um prédio foi atingido pela aeronave. Antes, a Associação dos Familiares e Amigos do Voo TAM JJ3054 (Afavitam) participará de uma missa, às 17h30min. As famílias pedem que as pessoas compareçam à inauguração com camisetas brancas e levando flores da mesma cor para homenagear as vítimas. Às 18h51min, horário exato do acidente e da primeira explosão da aeronave, será feito um minuto de silêncio.

Punição aos culpados

A Afavitam cobra a condenação máxima aos responsáveis pelo acidente, a fim de evitar que outras tragédias semelhantes ocorram. Também é reivindicada a capacitação no setor de aviação. Os três réus denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF), solicitam absolvição sumária no processo, que está parado. A então diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, e os ex-diretores da companhia Alberto Fajerman e Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro respondem por "atentado contra a segurança no transporte aéreo e ainda não foram ouvidos pela justiça.

Eles são acusados de negligência e imprudência na operação dos voos da TAM e do Aeroporto de Congonhas, que não apresentava boas condições na ocasião do ocorrido. O procurador da República Rodrigo de Grandis, responsável pela denúncia há cerca de um ano, acredita que seja improvável a absolvição, mas diz que o julgamento ainda deve demorar cerca de dois anos, conforme o andamento do processo.

A pena para os réus pode variar entre um a três anos, se o juiz entender que o crime foi culposo (sem intenção). Levando em conta agravantes como o número de mortos, pode aumentar em até quatro vezes.


Um mês após o acidente, familiares fizeram orações em homenagem às vítimas / Foto: Mauricio Lima / AFP / CP

O acidente


Na noite de 17 de julho de 2007, o Airbus que saiu da capital gaúcha em direção a São Paulo não conseguiu frear na pista do aeroporto de Congonhas, molhada pela chuva, e colidiu contra um prédio da TAM. A aeronave e o edifício pegaram fogo, matando 199 pessoas. No avião estavam 187 e nas proximidades do terminal, 12.

O acidente foi o auge da crise aérea no País, e acabou com a substituição do então ministro da Defesa, Waldir Pires, por Nelson Jobim. Entre as medidas adotadas posteriormente para melhorar as condições no setor, houve diminuição no número de voos em Congonhas e a transferência de alguns para o Aeroporto de Guarulhos.

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